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Acórdão
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TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ 6ª TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS Autos nº. 0019176-41.2024.8.16.0021 Recurso Inominado Cível n° 0019176-41.2024.8.16.0021 RecIno 1º Juizado Especial da Fazenda Pública de Cascavel Recorrente(s): UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANA - UNIOESTE e ESTADO DO PARANÁ Recorrido(s): VANDERLIZE SIMONE DALGALO Relator: Austregésilo Trevisan RECURSO INOMINADO. AÇÃO DECLARATÓRIA DE DIREITO CUMULADA COM COBRANÇA. COBRANÇA DE FGTS. SENTENÇA QUE NÃO ANALISOU OS CONTRATOS E A ALEGAÇÃO DE ILEGITIMIDADE DO ESTADO. IMPOSSIBILIDADE DE JULGAR PEDIDO NÃO ANALISADO EM SEDE DE PRIMEIRO GRAU. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. SENTENÇA CITRA PETITA ANULADA. RECURSO DO ESTADO DO PARANÁ CONHECIDO E PROVIDO. RECURSO DO RÉU UNIOESTE PREJUDICADO. I- RELATÓRIO Relatório dispensado nos termos do Enunciado 92 do Fonaje. II- FUNDAMENTAÇÃO Analisados os autos, verifica-se que houve pedido para reconhecer a ilegitimidade passiva do Estado do Paraná, além da existência de contratações intercaladas. Todavia, tais questões não foram objeto de julgamento pelo Juiz singular, que se restringiu a manter integralmente a sentença anteriormente proferida. Assim, em se tratando de sentença citra petita, é forçoso reconhecer de ofício a declaração de sua nulidade, devendo ser proferida nova sentença - a fim de evitar supressão de instância. Nesse sentido: RECURSO INOMINADO – JUIZADO ESPECIAL DA FAZENDA PÚBLICA – AÇÃO DE NULIDADE DE ATO ADMINISTRATIVO C/C RESTABELECIMENTO DOS VENCIMENTOS E INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS – AUSÊNCIA DE APRECIAÇÃO NA ORIGEM QUANTO AO PEDIDO DE PAGAMENTO DAS VANTAGENS REFERENTES À REFERÊNCIA 5 – SENTENÇA CITRA PETITA – NULIDADE CONHECIDA DE OFÍCIO – IMPOSSIBILIDADE DE JULGAMENTO EM 2ª INSTÂNCIA SOB PENA DE SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA - NECESSIDADE DE ROTORNO DOS AUTOS À ORIGEM – SENTENÇA CASSADA. Recurso prejudicado. Desta forma, é passível de anulação a sentença proferida, restando prejudicado o recurso interposto pelo segundo réu. III - VOTO Isto posto, o voto é pelo CONHECIMENTO e PROVIMENTO do recurso para declarar a nulidade da sentença, com o retorno dos autos a origem para prolação de nova sentença, restando PREJUDICADO o recurso interposto pelo segundo réu UNIOESTE. Logrando o Recorrente êxito em seu recurso, deixo de fixar condenação ao pagamento de custas processuais e honorários advocatícios. Ante o exposto, esta 6ª Turma Recursal dos Juizados Especiais resolve, por unanimidade dos votos, em relação ao recurso de UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANA - UNIOESTE, julgar pelo(a) Sem Resolução de Mérito - Prejudicado, em relação ao recurso de ESTADO DO PARANÁ, julgar pelo(a) Com Resolução do Mérito - Provimento nos exatos termos do voto. O julgamento foi presidido pelo (a) Juiz(a) Austregésilo Trevisan (relator), com voto, e dele participaram os Juízes Luciana Fraiz Abrahão e Haroldo Demarchi Mendes. 23 de maio de 2025 Austregésilo Trevisan Juiz Relator
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