Ementa
RECURSO INOMINADO. DIREITO TRIBUTÁRIO. AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXIGIBILIDADE DE CRÉDITO TRIBUTÁRIA C/C REPETIÇÃO DO INDÉBITO. MUNICÍPIO DE SARANDI. SENTENÇA DE PARCIAL PROCEDÊNCIA. INSURGÊNCIA RECURSAL DA PARTE AUTORA. IPTU. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE TRIBUTÁRIA. INEXIGIBILIDADE DO IPTU DOS PERÍODOS ANTERIORES À LEI COMPLEMENTAR MUNICIPAL N. 421/2022, COM A INSTITUIÇÃO DA PLANTA GENÉRICA DE VALORES. RECONHECIMENTO DA ILEGALIDADE. IMPROCEDÊNCIA DA REPETIÇÃO DO INDÉBITO. SENTENÇA ESCORREITA. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DO PAGAMENTO DOS TRIBUTOS RECONHECIDOS COMO ILEGAIS. DETERMINAÇÃO PARA JUNTADA DE COMPROVANTES NÃO ATENDIDA. FAZENDA PÚBLICA QUE COMPROVOU O INADIMPLEMENTO DOS DÉBITOS TRIBUTÁRIOS. PECULIARIDADES DO CASO CONCRETO. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. ART. 46 DA LEI N. 9.099/95. PRECEDENTES DESTA TURMA RECURSAL. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO.1. A cobrança do IPTU no Município de Sarandi em momento anterior à Lei Complementar Municipal n. 421/2022 viola o princípio da legalidade tributária, em razão da ausência da Planta Genérica de Valores para apurar a base de cálculo.2. Por sua vez, escorreita a sentença ao negar a restituição dos valores em razão de não ter sido comprovado pela parte autora (CPC, art. 373, I) de que efetivamente realizou o pagamento dos tributos tidos por ilegais.3. Ao ser determinada a juntada dos comprovantes, a parte autora limitou-se a informar que não possuía mais os comprovantes e que solicitava à Fazenda Pública a sua juntada. Todavia, o Município de Sarandi já havia juntado em sua contestação (mov. 18.2) o relatório constando a ausência de pagamento dos tributos questionados.4. Ressalto que o presente caso é diverso de outros já decididos por esta Turma Recursal, uma vez que aqui a Fazenda Pública juntou certidão atestando a ausência de pagamento dos tributos.5. Sentença mantida por seus próprios fundamentos (art. 46 da Lei n. 9.099/95). Recurso conhecido e não provido.
(TJPR - 6ª Turma Recursal dos Juizados Especiais - 0011280-49.2023.8.16.0160 - Sarandi - Rel.: JUÍZA DE DIREITO SUBSTITUTO VANESSA VILLELA DE BIASSIO - J. 17.11.2025)
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Acórdão
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TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ 6ª TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS Autos nº. 0011280-49.2023.8.16.0160 Recurso Inominado Cível n° 0011280-49.2023.8.16.0160 RecIno Juizado Especial da Fazenda Pública de Sarandi Recorrente(s): SERGIO ROSA BATISTA Recorrido(s): Município de Sarandi/PR Relatora: Vanessa Villela De Biassio RECURSO INOMINADO. DIREITO TRIBUTÁRIO. AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXIGIBILIDADE DE CRÉDITO TRIBUTÁRIA C/C REPETIÇÃO DO INDÉBITO. MUNICÍPIO DE SARANDI. SENTENÇA DE PARCIAL PROCEDÊNCIA. INSURGÊNCIA RECURSAL DA PARTE AUTORA. IPTU. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE TRIBUTÁRIA. INEXIGIBILIDADE DO IPTU DOS PERÍODOS ANTERIORES À LEI COMPLEMENTAR MUNICIPAL N. 421/2022, COM A INSTITUIÇÃO DA PLANTA GENÉRICA DE VALORES. RECONHECIMENTO DA ILEGALIDADE. IMPROCEDÊNCIA DA REPETIÇÃO DO INDÉBITO. SENTENÇA ESCORREITA. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DO PAGAMENTO DOS TRIBUTOS RECONHECIDOS COMO ILEGAIS. DETERMINAÇÃO PARA JUNTADA DE COMPROVANTES NÃO ATENDIDA. FAZENDA PÚBLICA QUE COMPROVOU O INADIMPLEMENTO DOS DÉBITOS TRIBUTÁRIOS. PECULIARIDADES DO CASO CONCRETO. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. ART. 46 DA LEI N. 9.099/95. PRECEDENTES DESTA TURMA RECURSAL. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. 1.A cobrança do IPTU no Município de Sarandi em momento anterior à Lei Complementar Municipal n. 421/2022 viola o princípio da legalidade tributária, em razão da ausência da Planta Genérica de Valores para apurar a base de cálculo. 2.Por sua vez, escorreita a sentença ao negar a restituição dos valores em razão de não ter sido comprovado pela parte autora (CPC, art. 373, I) de que efetivamente realizou o pagamento dos tributos tidos por ilegais. 3.Ao ser determinada a juntada dos comprovantes, a parte autora limitou-se a informar que não possuía mais os comprovantes e que solicitava à Fazenda Pública a sua juntada. Todavia, o Município de Sarandi já havia juntado em sua contestação (mov. 18.2) o relatório constando a ausência de pagamento dos tributos questionados. 4.Ressalto que o presente caso é diverso de outros já decididos por esta Turma Recursal, uma vez que aqui a Fazenda Pública juntou certidão atestando a ausência de pagamento dos tributos. 5.Sentença mantida por seus próprios fundamentos (art. 46 da Lei n. 9.099/95). Recurso conhecido e não provido. I – RELATÓRIO Relatório dispensado, conforme artigos 38 e 46, ambos da Lei n. 9.099/95 e Enunciado 92 do FONAJE. II – FUNDAMENTAÇÃO Considerando os documentos contidos nos autos de origem, concedo os benefícios da gratuidade da justiça à parte recorrente, nos termos do artigo 98 e seguintes do Código de Processo Civil. Presentes os pressupostos processuais extrínsecos e intrínsecos de admissibilidade, o recurso deve ser conhecido. Deliberação a partir da ementa, na forma do artigo 46 da Lei n. 9.099/95. Outrossim, há que se destacar que há precedentes do tema nesta 6ª Turma Recursal quanto na 4ª Turma Recursal, conforme se extrai das ementas dos respectivos julgados: RECURSO INOMINADO. DIREITO TRIBUTÁRIO. AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXIGIBILIDADE DE CRÉDITO TRIBUTÁRIA C/C REPETIÇÃO DO INDÉBITO. MUNICÍPIO DE SARANDI. SENTENÇA DE PARCIAL PROCEDÊNCIA. INSURGÊNCIA RECURSAL DA PARTE AUTORA. IPTU. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE TRIBUTÁRIA. INEXIGIBILIDADE DO IPTU DOS PERÍODOS ANTERIORES À LEI COMPLEMENTAR MUNICIPAL N. 421/2022, COM A INSTITUIÇÃO DA PLANTA GENÉRICA DE VALORES. RECONHECIMENTO DA ILEGALIDADE. IMPROCEDÊNCIA DA REPETIÇÃO DO INDÉBITO. SENTENÇA ESCORREITA. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DO PAGAMENTO DOS TRIBUTOS RECONHECIDOS COMO ILEGAIS. DETERMINAÇÃO PARA JUNTADA DE COMPROVANTES NÃO ATENDIDA. FAZENDA PÚBLICA QUE COMPROVOU O INADIMPLEMENTO DOS DÉBITOS TRIBUTÁRIOS. PECULIARIDADES DO CASO CONCRETO. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. ART. 46 DA LEI N. 9.099/95. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. 1. A cobrança do IPTU no Município de Sarandi em momento anterior à Lei Complementar Municipal n. 421/2022 viola o princípio da legalidade tributária, em razão da ausência da Planta Genérica de Valores para apurar a base de cálculo. 2. Por sua vez, escorreita a sentença ao negar a restituição dos valores em razão de não ter sido comprovado pela parte autora (CPC, art. 373, I) de que efetivamente realizou o pagamento dos tributos tidos por ilegais. 3. Ao ser determinada a juntada dos comprovantes (mov. 25.1), a parte autora limitou-se a informar que não possuía mais os comprovantes e que solicitava à Fazenda Pública a sua juntada (mov. 26.1). Todavia, o Município de Sarandi já havia juntado em sua contestação (mov. 19.2) o relatório constando a ausência de pagamento dos tributos questionados. 4. Ressalto que o presente caso é diverso de outros já decididos por esta Turma Recursal, uma vez que aqui a Fazenda Pública juntou certidão atestando a ausência de pagamento dos tributos. 5. Sentença mantida por seus próprios fundamentos (art. 46 da Lei n. 9.099/95). Recurso conhecido e não provido.(TJPR - 6ª Turma Recursal dos Juizados Especiais - 0003767- 64.2022.8.16.0160 - Sarandi - Rel.: JUÍZA DE DIREITO SUBSTITUTA VANESSA VILLELA DE BIASSIO - J. 07.02.2025) (grifo nosso) RECURSO INOMINADO. DECLARATÓRIA DE INCONSTITUCIONALIDADE C/C REPETIÇÃO DE INDÉBITO. SENTENÇA DE PARCIAL PROCEDÊNCIA. INCONFORMISMO DA PARTE AUTORA. PEDIDO RECURSAL DE RESTITUIÇÃO DOS VALORES DECLARADOS INEXIGÍVEIS. JUIZADO ESPECIAL DA FAZENDA PÚBLICA. DIREITO TRIBUTÁRIO. IPTU. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. DECLARAÇÃO DA INEXIGIBILIDADE DAS COBRANÇAS A PARTIR DE 08.04.2017 ATÉ 2022. DETERMINAÇÃO JUDICIAL (EVENTO 31) DE JUNTADA DOS COMPROVANTES DE PAGAMENTO. PRAZO QUE TRANSCORREU IN ALBIS. AUSÊNCIA DE JUNTADA DE UM ÚNICO COMPROVANTE DE PAGAMENTO. ENTE PÚBLICO QUE NÃO RECONHECEU A QUITAÇÃO DE VALORES. PROVA DOCUMENTAL ANEXADA AOS AUTOS - EXTRATO JUNTADO PELO MUNICÍPIO (EVENTO 19.2) - DE ONDE SE INFERE QUE OS TRIBUTOS NÃO FORAM PAGOS. PECULIARIDADES DO CASO CONCRETO. FALTA DE DEMONSTRAÇÃO QUE O CONTRIBUINTE ARCOU COM O ÔNUS. AUSÊNCIA DE VALORES A RESTITUIR. ARTIGO 46 DA LEI 9.099/95. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO. (TJPR - 4ª Turma Recursal - 0002617-48.2022.8.16.0160 - Sarandi - Rel.: JUIZ DE DIREITO DA TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS LEO HENRIQUE FURTADO ARAUJO - J. 29.08.2024) (grifo nosso) Assim, a sentença deve ser mantida por seus próprios fundamentos. III – VOTO Diante do exposto, CONHEÇO do recurso e, no mérito, NEGO-LHE PROVIMENTO, mantendo-se a r. sentença proferida por seus próprios fundamentos, nos termos do artigo 46 da Lei n. 9.099/95. Ante a sucumbência, condeno a parte recorrente ao pagamento de honorários advocatícios em favor do patrono da recorrida, os quais fixo em 10% (dez por cento) sobre o valor da causa, nos termos do artigo 55, caput, da Lei n. 9.099/95, aplicável ao Juizado Especial da Fazenda Pública, conforme disposto no artigo 27 da Lei n. 12.153/09. Por sua vez, diante da concessão dos benefícios da gratuidade da justiça, a cobrança dos referidos encargos fica condicionada ao contido no artigo 98, § 3º, do CPC, permanecendo-se sob a condição suspensiva de exigibilidade. Destaco, por fim, que no caso de oposição de embargos de declaração manifestamente protelatórios, demonstraria apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional, o que sujeitaria a parte à aplicação da multa processual prevista no § 2º do art. 1.026 do Código de Processo Civil. Ante o exposto, esta 6ª Turma Recursal dos Juizados Especiais resolve, por unanimidade dos votos, em relação ao recurso de SERGIO ROSA BATISTA, julgar pelo(a) Com Resolução do Mérito - Não-Provimento nos exatos termos do voto. O julgamento foi presidido pelo (a) Juiz(a) Gisele Lara Ribeiro, com voto, e dele participaram os Juízes Vanessa Villela De Biassio (relator) e Haroldo Demarchi Mendes. 14 de novembro de 2025 Vanessa Villela De Biassio Juíza Relatora
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