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Processo:
0003017-87.2024.8.16.0129
(Acórdão)
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| Segredo de Justiça:
Não |
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Relator(a):
Austregesilo Trevisan Juiz de Direito da Turma Recursal dos Juizados Especiais
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| Órgão Julgador:
6ª Turma Recursal dos Juizados Especiais |
| Comarca:
Paranaguá |
| Data do Julgamento:
Sat Mar 28 00:00:00 BRT 2026
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| Fonte/Data da Publicação:
Sat Mar 28 00:00:00 BRT 2026 |
Ementa
DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDORA PÚBLICA MUNICIPAL OCUPANTE DO CARGO DE MONITORA EDUCACIONAL. ALEGAÇÃO DE DESEMPENHO DE ATRIBUIÇÕES PRÓPRIAS DO CARGO DE EDUCADORA INFANTIL. PRETENSÃO DE REENQUADRAMENTO FUNCIONAL OU, SUBSIDIARIAMENTE, RECONHECIMENTO DO DESVIO DE FUNÇÃO COM O RESPECTIVO PAGAMENTO DAS DIFERENÇAS REMUNERATÓRIAS E REFLEXOS. SENTENÇA DE PARCIAL PROCEDÊNCIA. INSURGÊNCIA RECURSAL DO MUNICÍPIO. LEI COMPLEMENTAR MUNICIPAL Nº 113/2009, COM REDAÇÃO DADA PELA LC Nº 120/2010. AUSÊNCIA DE HABILITAÇÃO EM MAGISTÉRIO E DE COMPROVAÇÃO FORMAL ATÉ 2016. INVIABILIDADE DE REENQUADRAMENTO. PROVAS DOCUMENTAL E TESTEMUNHAL QUE DEMONSTRAM O EXERCÍCIO DE ATIVIDADES TÍPICAS DE EDUCADORA INFANTIL. CONFIGURAÇÃO DE DESVIO DE FUNÇÃO. APLICAÇÃO DA SÚMULA 378 DO STJ. INDENIZAÇÃO DEVIDA PELAS DIFERENÇAS SALARIAIS, SEM ASCENSÃO FUNCIONAL. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. ARTIGO 46 DA LEI Nº 9.099/95. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO.1. Nos termos da Lei Complementar Municipal nº 113/2009, com redação dada pela Lei Complementar nº 120/2010, a carreira do Magistério Público Municipal é composta pelos cargos de Professor, Educador Infantil e Monitor, sendo este último destinado a servidores sem habilitação específica, ainda que exerçam funções de apoio ao magistério na Educação Infantil e Educação Especial. As disposições do art. 93 da referida lei estabelecem que a transposição do cargo de Monitor para Educador Infantil somente seria possível mediante comprovação de habilitação em Magistério até o ano de 2015, formalizada até 2016, o que não ocorreu no caso concreto, pois a Autora é licenciada em Pedagogia, formação não considerada como habilitação em Magistério para fins de reenquadramento.2. A prova oral e documental colhida nos autos, contudo, comprova que a autora exerce de forma contínua atividades típicas de Educadora Infantil, como planejamento e execução de atividades pedagógicas, elaboração de relatórios e acompanhamento do desenvolvimento infantil, em igualdade de atribuições com as demais educadoras do CMEI.3. Diante disso, ainda que inviável o reenquadramento funcional, é cabível o reconhecimento do desvio de função, com o consequente direito às diferenças salariais correspondentes, nos termos da Súmula 378 do Superior Tribunal de Justiça, segundo a qual o servidor público que exerce atribuições de cargo diverso faz jus às diferenças de vencimentos enquanto perdurar o desvio.4. Precedente: TJPR - 6ª Turma Recursal dos Juizados Especiais - 0008436-93.2021.8.16.0129 - Paranaguá - Rel.: JUÍZA DE DIREITO DA TURMA RECURSAL DOS JUÍZAADOS ESPECIAIS LUCIANA FRAIZ ABRAHAO - J. 14.02.2024
(TJPR - 6ª Turma Recursal dos Juizados Especiais - 0003017-87.2024.8.16.0129 - Paranaguá - Rel.: JUIZ DE DIREITO DA TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS AUSTREGESILO TREVISAN - J. 28.03.2026)
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Acórdão
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TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ 6ª TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS Autos nº. 0003017-87.2024.8.16.0129 Recurso Inominado Cível n° 0003017-87.2024.8.16.0129 RecIno Juizado Especial da Fazenda Pública de Paranaguá Recorrente(s): Município de Paranaguá/PR Recorrido(s): ROSENILZA DO ROSARIO GONÇALVES Relator: Austregésilo Trevisan DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDORA PÚBLICA MUNICIPAL OCUPANTE DO CARGO DE MONITORA EDUCACIONAL. ALEGAÇÃO DE DESEMPENHO DE ATRIBUIÇÕES PRÓPRIAS DO CARGO DE EDUCADORA INFANTIL. PRETENSÃO DE REENQUADRAMENTO FUNCIONAL OU, SUBSIDIARIAMENTE, RECONHECIMENTO DO DESVIO DE FUNÇÃO COM O RESPECTIVO PAGAMENTO DAS DIFERENÇAS REMUNERATÓRIAS E REFLEXOS. SENTENÇA DE PARCIAL PROCEDÊNCIA. INSURGÊNCIA RECURSAL DO MUNICÍPIO. LEI COMPLEMENTAR MUNICIPAL Nº 113 /2009, COM REDAÇÃO DADA PELA LC Nº 120/2010. AUSÊNCIA DE HABILITAÇÃO EM MAGISTÉRIO E DE COMPROVAÇÃO FORMAL ATÉ 2016. INVIABILIDADE DE REENQUADRAMENTO. PROVAS DOCUMENTAL E TESTEMUNHAL QUE DEMONSTRAM O EXERCÍCIO DE ATIVIDADES TÍPICAS DE EDUCADORA INFANTIL. CONFIGURAÇÃO DE DESVIO DE FUNÇÃO. APLICAÇÃO DA SÚMULA 378 DO STJ. INDENIZAÇÃO DEVIDA PELAS DIFERENÇAS SALARIAIS, SEM ASCENSÃO FUNCIONAL. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. ARTIGO 46 DA LEI Nº 9.099/95. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO. 1. Nos termos da Lei Complementar Municipal nº 113/2009, com redação dada pela Lei Complementar nº 120/2010, a carreira do Magistério Público Municipal é composta pelos cargos de Professor, Educador Infantil e Monitor, sendo este último destinado a servidores sem habilitação específica, ainda que exerçam funções de apoio ao magistério na Educação Infantil e Educação Especial. As disposições do art. 93 da referida lei estabelecem que a transposição do cargo de Monitor para Educador Infantil somente seria possível mediante comprovação de habilitação em Magistério até o ano de 2015, formalizada até 2016, o que não ocorreu no caso concreto, pois a Autora é licenciada em Pedagogia, formação não considerada como habilitação em Magistério para fins de reenquadramento. 2. A prova oral e documental colhida nos autos, contudo, comprova que a autora exerce de forma contínua atividades típicas de Educadora Infantil, como planejamento e execução de atividades pedagógicas, elaboração de relatórios e acompanhamento do desenvolvimento infantil, em igualdade de atribuições com as demais educadoras do CMEI. 3. Diante disso, ainda que inviável o reenquadramento funcional, é cabível o reconhecimento do desvio de função, com o consequente direito às diferenças salariais correspondentes, nos termos da Súmula 378 do Superior Tribunal de Justiça, segundo a qual o servidor público que exerce atribuições de cargo diverso faz jus às diferenças de vencimentos enquanto perdurar o desvio. 4. Precedente: TJPR - 6ª Turma Recursal dos Juizados Especiais - 0008436-93.2021.8.16.0129 - Paranaguá - Rel.: JUÍZA DE DIREITO DA TURMA RECURSAL DOS JUÍZAADOS ESPECIAIS LUCIANA FRAIZ ABRAHAO - J. 14.02.2024 I. RELATÓRIO Relatório dispensado conforme art. 46 da Lei nº 9.099/95 e Enunciado 92 do FONAJE. II. FUNDAMENTAÇÃO O recurso deve ser conhecido, tendo em vista que estão presentes os pressupostos processuais de admissibilidade. Deliberação a partir da ementa, conforme autoriza o artigo 46 da Lei nº 9.099/1995. Precedente: RECURSO INOMINADO. AÇÃO DE COBRANÇA. SENTENÇA DE PARCIAL PROCEDÊNCIA. INSURGÊNCIA RECURSAL DO MUNICÍPIO DE PARANAGUÁ. SERVIDOR PÚBLICO. AGENTE OPERACIONAL. HORA EXTRA. DIVISOR. APLICAÇÃO DO DIVISOR 200 PARA A JORNADA DE 40 HORAS SEMANAIS. CONSTITUIÇÃO FEDERAL QUE PREVÊ UM DIA DE REPOUSO SEMANAL REMUNERADO (ARTIGO 7º, XV). INEXISTÊNCIA DE DISPOSIÇÃO LEGAL EM SENTIDO CONTRÁRIO QUE IMPLIQUE NO RECONHECIMENTO DO SÁBADO COMO DIA ÚTIL NÃO TRABALHADO. PRECEDENTES DAS TURMAS RECURSAIS. DESVIO DE FUNÇÃO PROVADO NO CURSO PROCESSUAL. POSSIBILIDADE DE RECONHECIMENTO DO DESVIO DE FUNÇÃO EM CARGO PÚBLICO. SÚMULA 378 DO STJ. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS, CONFORME O ARTIGO 46 DA LEI N. 9.099/99. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO. (TJPR - 6ª Turma Recursal dos Juizados Especiais - 0008436-93.2021.8.16.0129 - Paranaguá - Rel.: JUÍZA DE DIREITO DA TURMA RECURSAL DOS JUÍZADOS ESPECIAIS LUCIANA FRAIZ ABRAHAO - J. 14.02.2024) (destaquei) II. VOTO Isto posto, o voto é pelo CONHECIMENTO e DESPROVIMENTO do recurso, nos termos do artigo 46 da Lei n. 9.099/95. Ante o exposto, esta 6ª Turma Recursal dos Juizados Especiais resolve, por unanimidade dos votos, em relação ao recurso de Município de Paranaguá/PR, julgar pelo(a) Com Resolução do Mérito - Não-Provimento nos exatos termos do voto. O julgamento foi presidido pelo (a) Juiz(a) Gisele Lara Ribeiro, sem voto, e dele participaram os Juízes Austregésilo Trevisan (relator), Marcos José Vieira e Haroldo Demarchi Mendes. 27 de março de 2026 Austregésilo Trevisan Juiz Relator
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