Íntegra
do Acórdão
Ocultar
Acórdão
Atenção: O texto abaixo representa a transcrição de Acórdão. Eventuais imagens serão suprimidas.
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ 6ª TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS Apelação Criminal n° 0027316-66.2024.8.16.0182 Ap 1ª Vara Descentralizada do Boqueirão - Juizado Especial Criminal Apelante: IAN PETERSON MARTINS SPERLING Apelado: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ Relator: Marcos José Vieira RECURSO DE APELAÇÃO CRIMINAL. CRIME TIPIFICADO NO ART. 65 DA LEI N. 9.605/1998. PICHAÇÃO DE EDIFICAÇÃO URBANA. DECLARAÇÕES DOS GUARDAS MUNICIPAIS, ALIADAS À APREENSÃO DOS INSTRUMENTOS NO CRIME, SUFICIENTES PARA DEMONSTRAR A AUTORIA E A MATERIALIDADE. PROVAS SUFICIENTES PARA A CONDENAÇÃO. DOSIMETRIA ADEQUADA DA PENA. RÉU REINCIDENTE E COM MAUS ANTECEDENTES. IMPOSSIBILIDADE DE FIXAÇÃO DE REGIME ABERTO. RECURSO DE APELAÇÃO CONHECIDO E DESPROVIDO. RELATÓRIO O Ministério Público apresentou denúncia contra Ian Peterson Martins Sperling, imputando-lhe a prática do crime tipificado no art. 65, caput, da Lei n. 9.605/1998. Após instrução processual, o Juízo de origem prolatou sentença condenando os réus à pena de 3 meses de detenção e 15 dias-multa, em regime semiaberto. Daí a interposição do recurso de apelação pela defesa do réu, requerendo a absolvição e, sucessivamente, o redimensionamento da pena. Facultada a apresentação das contrarrazões, subiram os autos a esta Turma. O Ministério Público que atua como fiscal da ordem jurídica perante esta Turma Recursal manifestou-se pelo conhecimento e desprovimento do recurso. É o relatório. VOTO 1. O recurso é adequado e tempestivo, razão por que dele conheço. 2. O réu foi acusado de realizar pichação de um edifício urbano, juntamente com outro individuo (Pablo Zarnot Voigt Motelevicz). As provas da autoria e da materialidade são robustas. As latas com tinta spray e a escada utilizada para a prática delitiva foram apreendidas pela autoridade policial (evento 8.3). A par disso, as testemunhas Mauro José do Couto e Cristian da Silva Prado, guardas municipais que atenderam a ocorrência, relataram ter flagrado o acusado com as mãos sujas de tinta, sendo encontrados os papeis com o teor da pichação (eventos 126.2, 126.3 E 8.14). Acresce que inexiste qualquer elemento indiciário, por menor que seja, capaz de pôr sob suspeição os depoimentos dos guardas municipais (v.g., inimizade, intento de perseguição etc). Correta a sentença, portanto, ao impor a condenação. 3. Pretende o recorrente rever as penas que lhe foram impostas e o regime de seu cumprimento. Sem razão, porém. Na primeira fase da fixação da pena, considerou-se o registro de maus antecedentes. Já na segunda fase, pesou contra o réu a agravante da reincidência – a qual, por sua vez, obsta a que se conceda o regime aberto nos termos do art. 33, § 2º, alínea “c”, do Código Penal (Súmula n. 269/STJ). 4. Do exposto, voto no sentido de conhecer e negar provimento ao recurso. Fixo honorários recursais em prol do defensor dativo, Doutor Aldreen Villas Bôas Giunta (OAB/PR 71.220), em R$ 600,00 (seiscentos reais), conforme tabela anexa à Resolução Conjunta nº 06/2024 – PGE /SEFA. Tal montante se somará à verba honorária fixada na sentença. Ante o exposto, esta 6ª Turma Recursal dos Juizados Especiais resolve, por unanimidade dos votos, em relação ao recurso de IAN PETERSON MARTINS SPERLING, julgar pelo(a) Com Resolução do Mérito - Não-Provimento nos exatos termos do voto. O julgamento foi presidido pelo (a) Juiz(a) Austregésilo Trevisan, sem voto, e dele participaram os Juízes Marcos José Vieira (relator), Haroldo Demarchi Mendes e Helênika Valente De Souza Pinto. 10 de abril de 2026 Marcos José Vieira Juiz relator
|