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Acórdão
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TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ 6ª TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS Recurso Inominado Cível n° 0001812-80.2025.8.16.0131 RecIno Juizado Especial da Fazenda Pública de Pato Branco Recorrente(s): MUNICIPIO DE PATO BRANCO Recorrido(s): VANUSA APARECIDA SOARES CALDATTO, GABRIEL GOMES MARIOS DA SILVA, ROBSON MARIOS DA SILVA, GABRIEL DOS SANTOS SIQUEIRA, Macir marios da Silva e ÁLEX GOMES MARIOS DA SILVA Relator: Marcos José Vieira RECURSO INOMINADO. SERVIDOR DO MUNICÍPIO DE PATO BRANCO. AÇÃO QUE VISA À CONVERSÃO DA LICENÇA PRÊMIO EM PECÚNIA POR MORTIS CAUSA. SENTENÇA DE PROCEDÊNCIA. VEDAÇÃO À CONTAGEM DO TEMPO DE SERVIÇO NO PERÍODO DE 28/5/2020 A 31/12/2021. INTELIGÊNCIA DO ART. 8º, INCISO IX, LEI COMPLEMENTAR N. 173/2020. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO. RELATÓRIO Espólio de Macir Marios da Silva, representado por Robson Marios da Silva, Alex Gomes Marios da Silva, Gabriel dos Santos Siqueira e Vanusa Aparecida Soares, propôs ação de indenização em face do Município de Pato Branco, postulando a conversão de licença prêmio em pecúnia (período aquisitivo de 04/2012 a 05/2017 e 05/2017 a 09/2024). A sentença julgou procedente o pedido. Inconformado, o Município de Pato Branco interpôs recurso inominado postulando a reforma da sentença, a fim de afastar o pedido da segunda licença especial. Facultada a apresentação das contrarrazões, subiram os autos a esta Turma. É o relatório. VOTO 1. Bem examinados os autos, entendo que o recurso não comporta provimento. O Supremo Tribunal Federal, ao julgar as ADIs ns. 6442, 6447, 6450 e 6525, reconheceu a constitucionalidade do inciso IX do art. 8º da Lei Complementar n. 173/2020 (ADI n. 6442-DF, rel. min. Alexandre de Moraes, Plenário, julg. 25.3.2021, unânime). Esse dispositivo afastou a contagem do tempo de serviço laborado entre 28/5/2020 e 31/12/2021 para fins de “concessão de anuênios, triênios, quinquênios, licenças-prêmio e demais mecanismos equivalentes que aumentem a despesa com pessoal em decorrência da aquisição de determinado tempo de serviço”. No entanto, tratando do período aquisitivo de 04/05/2017 a 26/09 /2024, mesmo considerando a suspensão da contagem do tempo imposta pela Lei Complementar n° 173/2012, o servidor fez jus à licença-prêmio. Verifica-se que o servidor faltou injustificadamente 8 vezes (mov. 1.21), aplicando o art. 31, § 1° da Lei Municipal n° 3.812/2012, o período aquisitivo da licença especial se retarda em 8 meses, passando a contar a partir de 04/01/2018. A Lei Complementar n° 173/2020, afastou a contagem do tempo de serviço laborado entre 28/5/2020 e 31/12/2021. Desse modo, o autor teria cumprido 2 anos, 4 meses e 24 dias até a entrada em vigor da lei. Após o período de suspensão cumpriu mais 2 anos, 8 meses e 25 dias, ou seja, cumpriu 5 anos, 1 mês e 19 dias. Dessa forma, fica exposto que o servidor cumpriu mais um quinquênio, enquadrando-se nos parâmetros para que seja concedida esta segunda licença prêmio. 3. Do exposto, voto no sentido de conhecer e negar provimento ao recurso. Desprovido o recurso, deixo de condenar o Município ao pagamento de custas processuais, por ser beneficiário da isenção prevista no art. 5º da Lei Estadual nº 18.413/2014-PR. Caso da incidência deste percentual resulte a fixação da verba honorária em quantia inferior a R$ 300,00, fica assegurado ao advogado da parte recorrida o recebimento desse último valor, na forma do art. 85, § 8º, do CPC. Ante o exposto, esta 6ª Turma Recursal dos Juizados Especiais resolve, por unanimidade dos votos, em relação ao recurso de MUNICIPIO DE PATO BRANCO, julgar pelo(a) Com Resolução do Mérito - Não-Provimento nos exatos termos do voto. O julgamento foi presidido pelo (a) Juiz(a) Austregésilo Trevisan, sem voto, e dele participaram os Juízes Marcos José Vieira (relator), Haroldo Demarchi Mendes e Daniel Tempski Ferreira Da Costa. 27 de fevereiro de 2026 Marcos José Vieira Juiz relator
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