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DIREITO DO CONSUMIDOR. RECURSO INOMINADO. DESCONTOS EM BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE RELAÇÃO JURÍDICA E DÉBITO, CUMULADA COM REPETIÇÃO DE INDÉBITO E INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. ALEGAÇÃO DE CONTRATAÇÃO DE SEGURO SEM ANUÊNCIA. SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA. INSURGÊNCIA DO AUTOR. NÃO ACOLHIMENTO. CONTRATAÇÃO COMPROVADA. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO. I. CASO EM EXAMERecurso interposto contra sentença que julgou improcedente a pretensão autoral de reconhecimento de nulidade de contratação e de restituição em dobro dos valores descontados, bem como de indenização por danos morais. O autor que sustenta não ter firmado contrato de seguro com a ré, afirmando que os descontos realizados em seu benefício previdenciário seriam indevidos.II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO As questões em discussão versam sobre: (i) a regularidade da contratação; (ii) a possibilidade de restituição em dobro dos valores descontados de seu benefício previdenciário; e (iii) a ocorrência de danos morais indenizáveis. III. RAZÃO DE DECIDIR1. No caso em análise, o conjunto probatório que demonstra que os descontos decorrem de contrato de empréstimo pessoal, e não de seguro, conforme extrato apresentado pelo próprio autor.2. A Ré juntou aos autos contrato de refinanciamento de empréstimo devidamente assinado pelo autor, cuja autenticidade não foi impugnada.3. Conforme já manifestado pelo juiz singular, a Cédula de Crédito Bancário, apresentada em mov. 16.3, constitui título executivo extrajudicial, nos termos do art. 28 da Lei 10.931/04 e foi assinado eletronicamente pelo autor, comprovando a existência da relação jurídica entre as partes, razão pela qual não há que se falar em ausência de anuência por parte do autor, devendo a sentença ser mantida por seus próprios fundamentos. IV. DISPOSITIVORecurso conhecido e desprovido.
(TJPR - 5ª Turma Recursal dos Juizados Especiais - 0000583-44.2025.8.16.0177 - Xambrê - Rel.: JUÍZA DE DIREITO DA TURMA RECURSAL DOS JUÍZAADOS ESPECIAIS LUCIANA FRAIZ ABRAHAO - J. 02.03.2026)
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Acórdão
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TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ 5ª TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS Autos nº. 0000583-44.2025.8.16.0177 Recurso Inominado Cível n° 0000583-44.2025.8.16.0177 RecIno Juizado Especial Cível de Xambrê Recorrente(s): LÉLIO BATISTA DA SILVA Recorrido(s): BANCO BRADESCO S/A Relator: Luciana Fraiz Abrahão DIREITO DO CONSUMIDOR. RECURSO INOMINADO. DESCONTOS EM BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE RELAÇÃO JURÍDICA E DÉBITO, CUMULADA COM REPETIÇÃO DE INDÉBITO E INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. ALEGAÇÃO DE CONTRATAÇÃO DE SEGURO SEM ANUÊNCIA. SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA. INSURGÊNCIA DO AUTOR. NÃO ACOLHIMENTO. CONTRATAÇÃO COMPROVADA. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO. I. CASO EM EXAME Recurso interposto contra sentença que julgou improcedente a pretensão autoral de reconhecimento de nulidade de contratação e de restituição em dobro dos valores descontados, bem como de indenização por danos morais. O autor que sustenta não ter firmado contrato de seguro com a ré, afirmando que os descontos realizados em seu benefício previdenciário seriam indevidos. II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO As questões em discussão versam sobre: (i) a regularidade da contratação; (ii) a possibilidade de restituição em dobro dos valores descontados de seu benefício previdenciário; e (iii) a ocorrência de danos morais indenizáveis. III. RAZÃO DE DECIDIR 1. No caso em análise, o conjunto probatório que demonstra que os descontos decorrem de contrato de empréstimo pessoal, e não de seguro, conforme extrato apresentado pelo próprio autor. 2. A Ré juntou aos autos contrato de refinanciamento de empréstimo devidamente assinado pelo autor, cuja autenticidade não foi impugnada. 3. Conforme já manifestado pelo juiz singular, a Cédula de Crédito Bancário, apresentada em mov. 16.3, constitui título executivo extrajudicial, nos termos do art. 28 da Lei 10.931/04 e foi assinado eletronicamente pelo autor, comprovando a existência da relação jurídica entre as partes, razão pela qual não há que se falar em ausência de anuência por parte do autor, devendo a sentença ser mantida por seus próprios fundamentos. IV. DISPOSITIVO Recurso conhecido e desprovido. I – RELATÓRIO Relatório dispensado nos termos do Enunciado n° 92 do FONAJE: “Nos termos do art. 46 da Lei nº 9099/1995, é dispensável o relatório nos julgamentos proferidos pelas Turmas Recursais”. II - FUNDAMENTAÇÃO Inicialmente, considerando os comprovantes de rendimentos juntados nos autos, defiro à recorrente os benefícios da gratuidade da justiça, como autoriza o artigo 5º, inciso LXXIV, da Constituição da República Federativa do Brasil, combinado com os artigos 98, caput e 99, § 2º, ambos do Código de Processo Civil. Satisfeitos os pressupostos processuais de admissibilidade, deve o recurso ser conhecido. Deliberação a partir da ementa, na forma do artigo 46 da Lei nº 9.099/95. Ante o exposto, VOTO pelo CONHECIMENTO E DESPROVIMENTO DO RECURSO INTERPOSTO, mantendo a sentença por seus próprios fundamentos. Não logrando o recorrente êxito em seu recurso, deve arcar com pagamento de custas processuais e honorários advocatícios, estes fixados em 10% sobre o valor atualizado da causa, a ser corrigida pelo IPCA (Art. 389, parágrafo único, CC) a contar do ajuizamento da ação, nos termos do artigo 55 da Lei n. 9.099/95. Permanece suspensa a exigibilidade do pagamento tanto dos honorários quanto das custas processuais, por se tratar de beneficiário da justiça gratuita (art. 98, §1º, incisos I a IX, CPC). Ante o exposto, esta 5ª Turma Recursal dos Juizados Especiais resolve, por unanimidade dos votos, em relação ao recurso de LÉLIO BATISTA DA SILVA, julgar pelo(a) Com Resolução do Mérito - Não-Provimento nos exatos termos do voto. O julgamento foi presidido pelo (a) Juiz(a) Luciana Fraiz Abrahão (relator), com voto, e dele participaram os Juízes Fernanda De Quadros Jorgensen Geronasso e Manuela Tallão Benke. 27 de fevereiro de 2026 Luciana Fraiz Abrahão Juiz (a) relator (a)
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