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RECURSO INOMINADO. DIREITO ADMINISTRATIVO. ESTADO DO PARANÁ. SERVIDOR PÚBLICO. AÇÃO DE COBRANÇA DE HORAS EXTRAS. AGENTE DE CADEIA. PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO – PSS. SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA. INSURGÊNCIA DO AUTOR. CARGA HORÁRIA DE 40 HORAS SEMANAIS, COM JORNADA DE 12X36 HORAS. SISTEMA DE COMPENSAÇÃO COM DUAS FOLGAS MENSAIS, DEVIDAMENTE COMPROVADAS COM FOLHAS PONTO. PREVISÃO LEGAL QUE AUTORIZA A COMPENSAÇÃO. INTELIGÊNCIA DO ART. 4º, INCISO I, E ART. 7º, DO DECRETO Nº 2.471/2004. HORAS EXTRAORDINÁRIAS NÃO DEVIDAS. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO. I. Caso em exame1. Recurso Inominado cível interposto em face da sentença na qual o Juízo a quo julgou improcedente pedido de pagamento de horas extras formulado por servidor público contratado por processo seletivo simplificado para o cargo de agente de cadeia, que trabalha em regime de escala 12x36 horas, com jornada semanal de 40 horas e compensação mediante duas folgas mensais, conforme previsto em decreto estadual. O recorrente requer o reconhecimento e pagamento das horas laboradas além da 40ª hora semanal, com acréscimos legais e verbas reflexas.II. Questão em discussão2. A questão em discussão consiste em saber se é devido o pagamento de horas extras a servidor público contratado em regime de trabalho 12x36, com jornada semanal de 40 horas e compensação mediante duas folgas mensais previstas em decreto estadual.III. Razões de decidir3. O regime de trabalho do servidor é de 12x36 horas, com jornada semanal limitada a 40 horas, conforme previsto no edital e no Decreto nº 2.471/2004.4. O Decreto nº 2.471/2004 autoriza a compensação da jornada com duas folgas mensais para ajustar a carga horária semanal, o que foi comprovado pelas folhas de ponto juntadas aos autos.5. Não houve comprovação de horas extras, pois o recorrente não considerou as folgas utilizadas para compensação da jornada.6. A jurisprudência da 6ª Turma Recursal do Paraná confirma que, diante da compensação legalmente prevista e comprovada, não há direito ao pagamento de horas extras.7. Diante da ausência de jornada superior à prevista em lei, a sentença de improcedência foi mantida.IV. Dispositivo e tese8. Recurso inominado conhecido e desprovido.Tese de julgamento: No regime de trabalho em escala 12x36 para servidores públicos com jornada de 40 horas semanais, a compensação das horas excedentes por meio de duas folgas mensais, conforme previsto no Decreto nº 2.471/2004, afasta o pagamento de horas extras quando comprovada a concessão dessas folgas por meio de folhas de ponto._________Dispositivos relevantes citados: Decreto nº 2.471/2004, arts. 4º, I, 5º, 6º e 7º; Constituição do Estado do Paraná, art. 34, VII; Lei nº 9.099/1995, art. 55; CPC, art. 98, § 3º.Jurisprudência relevante citada: TJPR, RecIno 0002019-62.2021.8.16.0182, Rel. Juiz de Direito Haroldo Demarchi Mendes, 6ª Turma Recursal dos Juizados Especiais, j. 12.05.2025; TJPR, RecIno 0009017-46.2021.8.16.0182, Rel. Juíza de Direito Luciana Fraiz Abrahao, 6ª Turma Recursal dos Juizados Especiais, j. 06.04.2025.
(TJPR - 6ª Turma Recursal dos Juizados Especiais - 0003454-66.2024.8.16.0182 - Curitiba - Rel.: JUIZ DE DIREITO DA TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS AUSTREGESILO TREVISAN - J. 17.08.2026)
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TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ 6ª TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS Autos nº. 0003454-66.2024.8.16.0182 Recurso Inominado Cível n° 0003454-66.2024.8.16.0182 RecIno Secretaria Especializada em Movimentações Processuais dos Juizados Especiais da Fazenda Pública de Curitiba - 15º Juizado Recorrente(s): ALEX JUNIOR TABORDA Recorrido(s): ESTADO DO PARANÁ Relator: Austregésilo Trevisan RECURSO INOMINADO. DIREITO ADMINISTRATIVO. ESTADO DO PARANÁ. SERVIDOR PÚBLICO. AÇÃO DE COBRANÇA DE HORAS EXTRAS. AGENTE DE CADEIA. PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO – PSS. SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA. INSURGÊNCIA DO AUTOR. CARGA HORÁRIA DE 40 HORAS SEMANAIS, COM JORNADA DE 12X36 HORAS. SISTEMA DE COMPENSAÇÃO COM DUAS FOLGAS MENSAIS, DEVIDAMENTE COMPROVADAS COM FOLHAS PONTO. PREVISÃO LEGAL QUE AUTORIZA A COMPENSAÇÃO. INTELIGÊNCIA DO ART. 4º, INCISO I, E ART. 7º, DO DECRETO Nº 2.471/2004. HORAS EXTRAORDINÁRIAS NÃO DEVIDAS. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO. I. CASO EM EXAME 1. Recurso Inominado cível interposto em face da sentença na qual o Juízo a quo julgou improcedente pedido de pagamento de horas extras formulado por servidor público contratado por processo seletivo simplificado para o cargo de agente de cadeia, que trabalha em regime de escala 12x36 horas, com jornada semanal de 40 horas e compensação mediante duas folgas mensais, conforme previsto em decreto estadual. O recorrente requer o reconhecimento e pagamento das horas laboradas além da 40ª hora semanal, com acréscimos legais e verbas reflexas. II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO 2. A questão em discussão consiste em saber se é devido o pagamento de horas extras a servidor público contratado em regime de trabalho 12x36, com jornada semanal de 40 horas e compensação mediante duas folgas mensais previstas em decreto estadual. III. RAZÕES DE DECIDIR 3. O regime de trabalho do servidor é de 12x36 horas, com jornada semanal limitada a 40 horas, conforme previsto no edital e no Decreto nº 2.471/2004. 4. O Decreto nº 2.471/2004 autoriza a compensação da jornada com duas folgas mensais para ajustar a carga horária semanal, o que foi comprovado pelas folhas de ponto juntadas aos autos. 5. Não houve comprovação de horas extras, pois o recorrente não considerou as folgas utilizadas para compensação da jornada. 6. A jurisprudência da 6ª Turma Recursal do Paraná confirma que, diante da compensação legalmente prevista e comprovada, não há direito ao pagamento de horas extras. 7. Diante da ausência de jornada superior à prevista em lei, a sentença de improcedência foi mantida. IV. DISPOSITIVO E TESE 8. Recurso inominado conhecido e desprovido. Tese de julgamento: No regime de trabalho em escala 12x36 para servidores públicos com jornada de 40 horas semanais, a compensação das horas excedentes por meio de duas folgas mensais, conforme previsto no Decreto nº 2.471/2004, afasta o pagamento de horas extras quando comprovada a concessão dessas folgas por meio de folhas de ponto. _________ Dispositivos relevantes citados: Decreto nº 2.471/2004, arts. 4º, I, 5º, 6º e 7º; Constituição do Estado do Paraná, art. 34, VII; Lei nº 9.099/1995, art. 55; CPC, art. 98, § 3º. Jurisprudência relevante citada: TJPR, RecIno 0002019-62.2021.8.16.0182, Rel. Juiz de Direito Haroldo Demarchi Mendes, 6ª Turma Recursal dos Juizados Especiais, j. 12.05.2025; TJPR, RecIno 0009017-46.2021.8.16.0182, Rel. Juíza de Direito Luciana Fraiz Abrahao, 6ª Turma Recursal dos Juizados Especiais, j. 06.04.2025. I. RELATÓRIO Relatório dispensado, conforme o Enunciado n.º 92 do Fonaje. II. FUNDAMENTAÇÃO Satisfeitos os pressupostos processuais de admissibilidade, o recurso merece ser conhecido. Insurge-se o Recorrente em face de sentença de improcedência da pretensão inicial voltada a condenação do Estado do Paraná ao pagamento de todas as horas laboradas além da 40ª hora semanal, às quais alega que deverão ser devidamente somadas os acréscimos de 50% e utilizando-se como divisor 200 horas mensais, além da condenação pelo pagamento das verbas reflexas. Cinge-se, portanto, a controvérsia, acerca do reconhecimento e pagamento das horas extras trabalhadas e dos seus respectivos reflexos. Quanto ao mérito, não assiste razão ao Recorrente. Da análise dos autos extrai-se que, conforme dispõe o contrato juntado (mov. 39.2 e 39.3 dos autos de origem), o Recorrente foi contratado para o cargo de Agente de Cadeia Pública, através de processo seletivo simplificado, em regime de trabalho com escala de 12x36 horas, ou seja, 12 horas de trabalho por 36 horas de descanso, e jornada com limite de 40 horas semanais, em harmonia com o previsto no edital de contratação. De início, cabe pontuar que, nos termos da Constituição do Estado do Paraná, existe a possibilidade de compensação das horas trabalhadas, o que depende de lei regulamentadora: “Art. 34. São direitos dos servidores públicos, entre outros: (...) VII - duração da jornada normal de trabalho não superior a 8 (oito) horas diárias e quarenta horas semanais facultada a compensação de horário e redução de jornada, nos termos da lei.” Nesse sentido, o Decreto nº 2.471/2004, o qual regulamenta o Regime de Trabalho em Turnos – RTT do cargo análogo de Agentes Penitenciários, dispõe que: “Art. 4°. Fica regulamentado o Regime de Trabalho em Turnos – RTT, para as atividades com atuação ininterrupta de 24 horas de serviço, para o servidor ocupante de cargo /função com carga horária prevista no artigo 4° da Lei n° 13.666/02, da seguinte forma: I - 12 horas de trabalho por 36 horas de descanso, com duas folgas mensais, para aquele servidor com jornada de oito horas diárias; (...) § 1°. O regime de trabalho para os ocupantes do cargo de Agente Penitenciário será o previsto no inciso I, deste artigo. Art. 5°. Ao servidor que estiver sob o Regime de Trabalho em Turnos – RTT, será atribuído o pagamento de serviço extraordinário, quando for necessária sua permanência no local de serviço ao final de seu turno por ausência do servidor escalado para o turno seguinte, ou por situação de excepcional interesse da administração. Art. 6°. O Regime de Trabalho em Turnos – RTT compreenderá, além de dias úteis, sábados, domingos e feriados, sendo indevido o pagamento em dobro sobre a hora normal, ou serviço extraordinário, para o servidor escalado. (...) Art. 7°. As folgas previstas no inciso I, do artigo 4° deste Decreto, serão instituídas exclusivamente para o servidor escalado em Regime de Trabalho em Turnos – RTT, detentor de cargo/função com jornada de trabalho de oito horas diárias, para ajustar a sua carga horária de 40 horas.” Verifica-se que o referido decreto estadual, em seu artigo 4º, inciso I e artigo 7º, regulamenta a possibilidade de compensação com duas folgas mensais, a fim de que seja ajustada a carga horária semanal, de modo que não ultrapasse o limite de 40 horas. O Recorrente argumenta, porém, que considerando que labora em regime de escala 12x36, como consequência, trabalha por 48 horas durante uma semana e 36 horas na semana seguinte, e, ao considerar o sistema bissemanal, resultaria 84 trabalhadas em duas semanas, ou seja, 2 horas extras semanais. Contudo, da análise atenta dos autos, nota-se que o Recorrente deixou de considerar os dias de folga que foram usados para compensação. Nota-se que essa sistemática de trabalhos em dias alternados, seguindo a jornada de 12 horas laboradas, com a compensação de duas folgas mensais, é observada em todas as folhas pontos anexadas aos autos (movs. 1.4). Logo, ao não considerar as mencionadas compensações, deixou o Autor de fazer prova acerca da existência de diferenças remuneratórias devidas a título de horas extras. Em casos semelhantes, decidiu esta 6ª Turma Recursal do Paraná: RECURSO INOMINADO. FAZENDA PÚBLICA. AÇÃO DE COBRANÇA DE HORAS EXTRAS. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. AGENTE DE CADEIA. SENTENÇA IMPROCEDENTE. RECURSO DA DEFESA. CARGA HORÁRIA DE 40 HORAS SEMANAIS, COM JORNADA DE 12X36. SISTEMA DE COMPENSAÇÃO COM DUAS FOLGAS MENSAIS, DEVIDAMENTE COMPROVADAS COM FOLHAS PONTO. PREVISÃO LEGAL QUE AUTORIZA A COMPENSAÇÃO. INTELIGÊNCIA DO ART. 4º, INCISO I, E ART. 7º, DO DECRETO Nº 2.471/2004. HORAS EXTRAORDINÁRIAS NÃO COMPROVADAS. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. (TJPR - 6ª Turma Recursal dos Juizados Especiais - 0002019-62.2021.8.16.0182 - Curitiba - Rel.: JUIZ DE DIREITO DA TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS HAROLDO DEMARCHI MENDES - J. 12.05.2025). (destaquei) DIREITO ADMINISTRATIVO. RECURSO INOMINADO. AÇÃO DE COBRANÇA. HORAS EXTRAS. SERVIDOR PÚBLICO CONTRATADO POR PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO (PSS). CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA. AGENTE DE CADEIA. REGIME DE TRABALHO EM TURNOS DE REVEZAMENTO. SERVIDOR SUJEITO A 40 HORAS SEMANAIS DE TRABALHO. SENTENÇA IMPROCEDENTE. INSURGÊNCIA RECURSAL DA PARTE AUTORA. NÃO ACOLHIMENTO. ESCALONAMENTO QUE NÃO ULTRAPASSA O REGIME DE 40 HORAS SEMANAIS. PREVISÃO LEGAL E CONTRATUAL DE COMPENSAÇÃO DAS HORAS EXCEDENTES COM DUAS FOLGAS MENSAIS. DECRETO Nº 2471/2004. FOLHAS DE PONTO JUNTADAS AOS AUTOS QUE COMPROVAM A CONCESSÃO DAS FOLGAS. HORAS EXTRAORDINÁRIAS NÃO COMPROVADAS. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO. (TJPR - 6ª Turma Recursal dos Juizados Especiais - 0009017-46.2021.8.16.0182 - Curitiba - Rel.: JUÍZA DE DIREITO DA TURMA RECURSAL DOS JUÍZADOS ESPECIAIS LUCIANA FRAIZ ABRAHAO - J. 06.04.2025) (destaquei) Assim, uma vez não verificada jornada de trabalho superior à prevista em lei, deve a r. sentença ser mantida inalterada, nos termos da fundamentação. III. VOTO Isto posto, o voto é pelo CONHECIMENTO e DESPROVIMENTO do recurso interposto, nos termos da fundamentação. Ante a sucumbência, condeno a Recorrente ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios em favor do patrono do Recorrido, que fixo em 10%(dez por cento) sobre o valor atualizado da causa, a partir da propositura da ação, nos termos do art. 55 da Lei nº 9.099/95, aplicável aos Juizados Especiais da Fazenda Pública por força do artigo 27 da Lei n. 12.153/2009, ficando, contudo, a exigibilidade sujeita à condição suspensiva, nos termos do art. 98, § 3º, do CPC. Ante o exposto, esta 6ª Turma Recursal dos Juizados Especiais resolve, por unanimidade dos votos, em relação ao recurso de ALEX JUNIOR TABORDA, julgar pelo(a) Com Resolução do Mérito - Não-Provimento nos exatos termos do voto. O julgamento foi presidido pelo (a) Juiz(a) Gisele Lara Ribeiro, sem voto, e dele participaram os Juízes Austregésilo Trevisan (relator), Marcos José Vieira e Haroldo Demarchi Mendes. 14 de agosto de 2026 Austregésilo Trevisan Juiz Relator
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