Ementa
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. RECURSO INOMINADO. ERRO MATERIAL E CONTRADIÇÃO INTERNA. DIVERGÊNCIA ENTRE EMENTA, FUNDAMENTAÇÃO E CONCLUSÃO, DE UM LADO, E DISPOSITIVO DO ACÓRDÃO E ANOTAÇÃO DO RESULTADO DO JULGAMENTO, DE OUTRO. RECURSO EXPRESSAMENTE CONHECIDO E PROVIDO NO CORPO DO JULGADO. CONSTATAÇÃO DE LAPSUS CALAMI NO DISPOSITIVO E NO MOV. 13. CORREÇÃO QUE SE IMPÕE. ART. 494, I, E ART. 1.022, I E III, DO CPC. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONHECIDOS E PROVIDOS.
(TJPR - 6ª Turma Recursal dos Juizados Especiais - 0011906-98.2026.8.16.0019 - Ponta Grossa - Rel.: JUIZ DE DIREITO DA TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS MARCOS JOSÉ VIEIRA - J. 29.05.2026)
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Acórdão
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TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ 6ª TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS Embargos de Declaração Cível n° 0011906-98.2026.8.16.0019 ED 1º Juizado Especial da Fazenda Pública de Ponta Grossa Embargante(s): ESTADO DO PARANÁ Embargado(s): Matheus Vinicius Machado Relator: Marcos José Vieira EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. RECURSO INOMINADO. ERRO MATERIAL E CONTRADIÇÃO INTERNA. DIVERGÊNCIA ENTRE EMENTA, FUNDAMENTAÇÃO E CONCLUSÃO, DE UM LADO, E DISPOSITIVO DO ACÓRDÃO E ANOTAÇÃO DO RESULTADO DO JULGAMENTO, DE OUTRO. RECURSO EXPRESSAMENTE CONHECIDO E PROVIDO NO CORPO DO JULGADO. CONSTATAÇÃO DE LAPSUS CALAMI NO DISPOSITIVO E NO MOV. 13. CORREÇÃO QUE SE IMPÕE. ART. 494, I, E ART. 1.022, I E III, DO CPC. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONHECIDOS E PROVIDOS. VOTO Cuida-se de embargos de declaração opostos pelo ESTADO DO PARANÁ nos autos do Recurso Inominado, nos quais se aponta a existência de erro material e contradição interna no acórdão embargado (mov. 14), consubstanciados na divergência entre a ementa, a fundamentação e a conclusão, de um lado, e o respectivo dispositivo, de outro, bem como na anotação do resultado do julgamento lançada no mov. 13 dos autos. Alega o embargante que, não obstante conste expressamente na ementa, na fundamentação e na conclusão do julgado que o recurso foi conhecido e provido, o dispositivo do acórdão e a anotação do resultado consignaram, de forma equivocada, o não provimento do recurso, o que não reflete o real teor do julgamento. 1. Os embargos merecem acolhimento. No caso concreto, verifica-se de forma inequívoca que a ementa, a fundamentação e a conclusão do acórdão são claras ao afirmar que o recurso inominado do Estado do Paraná foi conhecido e provido, com a consequente reforma da sentença de origem para julgar improcedente o pedido inicial. Todavia, constou no dispositivo do acórdão e na anotação do resultado no mov. 13 a informação de que o recurso teria sido julgado pelo não provimento, o que destoa frontalmente do conteúdo decisório efetivamente adotado pela Turma Recursal. Trata-se, portanto, de erro material manifesto, que também configura contradição interna, impondo-se a devida correção, a fim de fazer prevalecer o resultado corretamente deliberado pelo órgão colegiado, sem que isso importe em rediscussão do mérito da causa. Desse modo, onde se lê: “Ante o exposto, esta 6ª Turma Recursal dos Juizados Especiais resolve, por unanimidade dos votos, em relação ao recurso de ESTADO DO PARANÁ, julgar pelo(a) Com Resolução do Mérito - Não-Provimento nos exatos termos do voto.” Leia-se: “Ante o exposto, esta 6ª Turma Recursal dos Juizados Especiais resolve, por unanimidade dos votos, em relação ao recurso de ESTADO DO PARANÁ, julgar pelo(a) Com Resolução do Mérito - Provimento nos exatos termos do voto.” 2. Diante do exposto, voto no sentido de conhecer e dar provimento aos embargos de declaração, a fim de corrigir o erro material constante do dispositivo do acórdão do mov. 14 e retificar a anotação do resultado do julgamento no mov. 13 dos autos, a fim de que passe a constar que o recurso inominado interposto pelo ESTADO DO PARANÁ foi conhecido e provido, nos exatos termos da ementa, fundamentação e conclusão do julgado. Curitiba, 15 de abril de 2026. Ante o exposto, esta 6ª Turma Recursal dos Juizados Especiais resolve, por unanimidade dos votos, em relação ao recurso de ESTADO DO PARANÁ, julgar pelo(a) Com Resolução do Mérito - Acolhimento de Embargos de Declaração nos exatos termos do voto. O julgamento foi presidido pelo (a) Juiz(a) Gisele Lara Ribeiro, com voto, e dele participaram os Juízes Marcos José Vieira (relator) e Haroldo Demarchi Mendes. 29 de maio de 2026 Marcos José Vieira Juiz relator
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