Ementa
RECURSO INOMINADO. AÇÃO DE COBRANÇA. HORAS EXTRAS. SERVIDOR PÚBLICO DO MUNICÍPIO DE LONDRINA. SENTENÇA DE PROCEDÊNCIA. INSURGÊNCIA RECURSAL DO MUNICÍPIO. ALEGAÇÃO DE COMPENSAÇÃO POR MEIO DA CONCESSÃO DE FOLGAS. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO PELO MUNICÍPIO DE QUE FORAM COMPENSADAS AS HORAS EXTRAORDINÁRIAS. ÔNUS QUE LHE COMPETIA, CONFORME O ARTIGO 373, INCISO II, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. TRABALHO EXTRAORDINÁRIO EXERCIDO PELO SERVIDOR. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO.
(TJPR - 6ª Turma Recursal dos Juizados Especiais - 0058115-87.2019.8.16.0014 - Londrina - Rel.: JUIZ DE DIREITO DA TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS MARCOS JOSÉ VIEIRA - J. 27.06.2026)
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Acórdão
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TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ 6ª TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS Recurso Inominado Cível n° 0058115-87.2019.8.16.0014 RecIno 1º Juizado Especial da Fazenda Pública de Londrina Recorrente(s): AUTARQUIA MUNICIPAL DE SAUDE DE LONDRINA Recorrido(s): HELGA TREVISAN Relator: Marcos José Vieira RECURSO INOMINADO. AÇÃO DE COBRANÇA. HORAS EXTRAS. SERVIDOR PÚBLICO DO MUNICÍPIO DE LONDRINA. SENTENÇA DE PROCEDÊNCIA. INSURGÊNCIA RECURSAL DO MUNICÍPIO. ALEGAÇÃO DE COMPENSAÇÃO POR MEIO DA CONCESSÃO DE FOLGAS. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO PELO MUNICÍPIO DE QUE FORAM COMPENSADAS AS HORAS EXTRAORDINÁRIAS. ÔNUS QUE LHE COMPETIA, CONFORME O ARTIGO 373, INCISO II, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. TRABALHO EXTRAORDINÁRIO EXERCIDO PELO SERVIDOR. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO. RELATÓRIO Helga Trevizan Dias da Silva, servidora pública, propôs em face do Município de Londrina a presente ação, visando a que lhe sejam pagas horas extras decorrentes de jornadas extraordinárias laboradas. A sentença julgou procedente o pedido. Daí a interposição de recurso inominado pela Municipalidade, objetivando a reforma da sentença. Facultada a apresentação das contrarrazões, subiram os autos a esta Turma. É o relatório. VOTO 1. O recurso não comporta provimento. A parte recorrente sustenta que houve compensação parcial das horas extraordinárias pelas quais foi condenada, mediante concessão de folgas, requerendo a limitação da condenação apenas às horas não compensadas. No entanto, tal alegação não merece acolhimento. Isso porque a alegação de compensação não veio acompanhada de comprovação idônea. Embora afirme que houve fruição de folgas compensatórias, a recorrente não demonstrou, de forma individualizada e precisa, a correspondência entre as horas extraordinárias laboradas e as supostas folgas concedidas. Com efeito, incumbia à Administração o ônus de comprovar o fato impeditivo do direito da parte autora, mediante a apresentação de registros confiáveis de jornada e controle de compensação, o que não ocorreu nos autos. A simples alegação genérica de compensação, desacompanhada de documentação apta a evidenciar a efetiva quitação das horas extraordinárias, não é suficiente para afastar a condenação. Nesse sentido é o entendimento desta Turma Recursal: “RECURSO INOMINADO. AÇÃO DE COBRANÇA DE HORAS EXTRAS. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. AGENTE DE CADEIA. SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA. RECURSO DO AUTOR. CARGA HORÁRIA DE 40 HORAS SEMANAIS PREVISTAS NO CONTRATO DE TRABALHO TEMPORÁRIO. JORNADA DE 24X72 DEVIDAMENTE COMPROVADA PELA FOLHA PONTO. INEXISTÊNCIA DE PROVA DA CONCESSÃO E FRUIÇÃO DAS FOLGAS MENSAIS PREVISTAS NO DECRETO ESTADUAL N. 2.471/2004. ÔNUS PROBATÓRIO ATRIBUÍDO AO RÉU. ART. 373, II, DO CPC. HORAS EXTRAORDINÁRIAS COMPROVADAS. SENTENÇA REFORMADA. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. (TJPR - 6ª Turma Recursal dos Juizados Especiais - 0034578-67.2024.8.16.0182 - Curitiba - Rel.: JUÍZA DE DIREITO SUBSTITUTO VANESSA VILLELA DE BIASSIO - J. 28.03.2026)." 2. Do exposto, voto no sentido de conhecer e negar provimento ao recurso, mantendo integralmente a condenação do município. Diante do insucesso do recurso, pagará o recorrente os honorários advocatícios, aqui fixados em 15% do valor da condenação. Caso da incidência deste percentual resulte a fixação da verba honorária em quantia inferior a R$300,00, fica assegurado ao(à) advogado(a) da parte recorrida o recebimento deste último valor, na forma do art. 85, § 8º, do CPC. Deixo de condená-lo ao pagamento de custas processuais, por ser beneficiário da isenção prevista no art. 5º da Lei Estadual nº 18.413/2014-PR. Ante o exposto, esta 6ª Turma Recursal dos Juizados Especiais resolve, por maioria dos votos, em relação ao recurso de AUTARQUIA MUNICIPAL DE SAUDE DE LONDRINA, julgar pelo(a) Com Resolução do Mérito - Não-Provimento nos exatos termos do voto. O julgamento foi presidido pelo (a) Juiz(a) Gisele Lara Ribeiro (voto vencido), com voto, e dele participaram os Juízes Marcos José Vieira (relator) e Haroldo Demarchi Mendes. 26 de junho de 2026 Marcos José Vieira Juiz relator
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