Ementa
DIREITO ADMINISTRATIVO. APELAÇÃO CÍVEL E REMESSA NECESSÁRIA. AÇÃO POR IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA.
REMESSA NECESSÁRIA NÃO CONHECIDA.APELOS DOS REQUERIDOS PROVIDOS.APELO DA ACUSAÇÃO DESPROVIDO.
REMESSA NECESSÁRIA. DESCABIMENTO (ARTIGO 17, §19, INCISO IV E ARTIGO 17-C, §3.º DA LEI N.º 8.429/92).
APLICAÇÃO DA NOVA LEI N.º 14.230/21. PROCESSOS EM CURSO. REVOGAÇÃO EXPRESSA DO TEXTO ANTERIOR. EXEGESE DA TESE FIXADA PELO E. SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO JULGAMENTO DO TEMA N.º 1.199 (ARE 843.989/PR).
NEPOTISMO. PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. MÁ FÉ NÃO CONFIGURADA (ARTIGO 11, §1º, LIA). INEXISTÊNCIA DE PROVEITO OU BENEFÍCIO INDEVIDO. DOLO GENÉRICO. MÁ-GESTÃO ADMISTRATIVA QUE NÃO CONFIGURA ATO DOLOSO.
1. CASO EM EXAME
Apelações Cíveis interpostas contra sentença que julgou parcialmente procedentes os pedidos de Ação por Ato de Improbidade Administrativa.
2. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
Decidir se a nomeação de agentes para cargos em comissão ou funções gratificadas no Poder Executivo Municipal, com relações de parentesco entre si e/ou relações de parentesco com vereadores, configura-se como ato de improbidade administrativa, na modalidade ofensa aos princípios da Administração Pública por nepotismo (art. 11, inciso XI, da Lei n.º 8.429/92).
3. RAZÕES DE DECIDIR
3.1. Não é cabível Remessa Necessária em Ação por Improbidade Administrativa, por aplicação do art. 17, §19, inciso IV, bem como do art. 17-C, §3.º, ambos da Lei n.º 8.429/92.
3.2. A nova Lei n.º 14.230/2021 aplica-se imediatamente aos processos pendentes, eis que não é possível uma futura decisão condenatória com base em norma legal revogada.
3.3. O artigo 11, inciso XI, da Lei n.º 8.429/92 (com redação dada pela Lei n.º 14.230/21), tratando da denominada prática de nepotismo, dispõe que viola os princípios da Administração pública: “nomear cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas.”
3.4. O art. 11, §1.º, da LIA, exige que a acusação demonstre o dolo específico em obter proveito ou benefício indevido para si ou para outra pessoa ou entidade para a condenação do agente por ofensa aos princípios da Administração Pública.
3.5. O artigo 1.º, §3.º, do aludido Diploma Legal, também dispõe que o mero exercício da função ou desempenho de competências públicas, sem comprovação de ato doloso com fim ilícito, afasta a responsabilidade por ato de improbidade administrativa.
3.6. O e. Supremo Tribunal Federal decidiu que: “(...) Conforme a redação atual do art. 1º, §§ 2º e 3º, da Lei nº 8.429, de 1992, ainda, é necessário o dolo específico da atuação do agente público, sendo insuficiente a mera voluntariedade no mister usual das competências públicas.” (ARE 1446991 ED-AgR, Relator(a): NUNES MARQUES, Relator(a) p/ Acórdão: ANDRÉ MENDONÇA, Segunda Turma, julgado em 05-06-2024).
3.7. Esse e. Tribunal de Justiça, em julgamentos de casos semelhantes ao presente, tem decidido que a ausência de dolo específico afasta a condenação por improbidade administrativa de nepotismo, sobretudo quando as funções foram devidamente desempenhadas, sem efetivo prejuízo ao Erário.
3.8. No caso, houve a condenação dos agentes por dolo genérico, sendo que a acusação dispensou dilação probatória e o d. Juízo “a quo” julgou antecipadamente a lide, restando consignado na r. sentença que os requeridos exerceram as funções para as quais foram nomeados.
3.9. Portanto, a despeito de eventuais irregularidades formais nas nomeações, o ‘Parquet’ não logrou êxito em demonstrar que os agentes agiram intencionalmente para fraudar o erário, enriquecer a si próprio ou a terceiros ou, ainda, burlar, com má-fé, os princípios da Administração pública.
3.10. Vale dizer, inexistem quaisquer provas nos autos que demonstrem o necessário dolo específico de obter proveito ou benefício indevido para si ou para outra pessoa ou entidade (art. 11, 1.º, LIA), devendo, por esse motivo, ser providos os Apelos dos requeridos que foram condenados pela r. sentença e, desprovido o Apelo da acusação (o qual pretende a condenação dos agentes que já foram absolvidos por ausência de nepotismo indireto ou cruzado), com a consequente improcedência dos pedidos iniciais.
4. DISPOSITIVO E TESE
Remessa Necessária Não Conhecida.Apelos dos Requeridos Providos.Apelo da Acusação Desprovido.
Tese de Julgamento: Não comprovado o dolo específico de obter proveito ou benefício indevido para si ou para outra pessoa ou entidade (art. 11, 1.º, LIA), revela-se inviável condenar os agentes por ato de improbidade administrativa de ofensa aos princípios da Administração Pública, consubstanciado na prática de nepotismo.
Dispositivo relevante citado: art. 11, §1.º, da Lei n.º 8.429/92.
Jurisprudência relevante citada: STF - ARE 843.989 RG/PR (Tema 1.199); ARE 1446991 ED-AgR.
(TJPR - 4ª Câmara Cível - 0013464-35.2013.8.16.0028 - Colombo - Rel.: DESEMBARGADOR ABRAHAM LINCOLN MERHEB CALIXTO - J. 11.02.2025)
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Acórdão
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TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ 10ª CÂMARA CÍVEL Autos nº. 0131680-19.2025.8.16.0000 Recurso: 0131680-19.2025.8.16.0000 AI Classe Processual: Agravo de Instrumento Assunto Principal: Condomínio Agravante(s): Imobiliária Alvitrar Ltda Agravado(s): CONDOMINIO EDIFICIO PARK AVENUE AGRAVO DE INSTRUMENTO – EXECUÇÃO DE TAXAS CONDOMINIAIS – DECISÃO AGRAVADA QUE INDEFERIU A TUTELA DE URGÊNCIA REQUERIDA PARA IMEDIATA LIBERAÇÃO DOS VALORES BLOQUEADOS VIA SISBAJUD, DETERMINANDO A INTIMAÇÃO DO EXEQUENTE PARA MANIFESTAÇÃO SOBRE O BEM INDICADO PARA SUBSTITUIÇÃO DA PENHORA – INSURGÊNCIA DA EXECUTADA, COM ALEGAÇÕES SOBRE A NULIDADE DA CITAÇÃO E A SUBSTITUIÇÃO DA PENHORA, EXTRAPOLANDO O CONTIDO NA DECISÃO AGRAVADA – NÃO CONHECIMENTO, SOB PENA DE SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA E DESRESPEITO AO DUPLO GRAU DE JURISDIÇÃO – PERDA SUPERVENIENTE DO OBJETO, ADEMAIS, EM RELAÇÃO AO LEVANTAMENTO LIMINAR POSTULADO, ANTE A SUA ANÁLISE PELO JUÍZO A QUO, NA DECISÃO SUBSEQUENTE QUE INDEFERIU A SUBSTITUIÇÃO DAQUELA PENHORA. Agravo de instrumento não conhecido. Vistos e examinados estes autos de Agravo de Instrumento nº 0131680-19.2025.8.16.0000 (NPU 0039835-34.2024.8.16.0001), da 19ª Vara Cível do Foro Central da Comarca da Região Metropolitana de Curitiba, em que figuram, como Agravante, Imobiliária Alvitrar Ltda. e, como Agravado, Condomínio Edifício Park Avenue. 1. Trata-se de agravo de instrumento interposto por Imobiliária Alvitrar Ltda., da decisão (mov. 65.1) que nos autos da execução de título extrajudicial promovido pelo Condomínio Edifício Park Avenue, indeferiu o pedido de “imediato desbloqueio dos valores constritos via Sisbajud, considerando que a análise do pedido de substituição da penhora depende da prévia manifestação da parte exequente, nos termos do art. 847, § 4º, do CPC”. Em suas razões recursais, a Agravante pede, de início, a concessão da assistência judiciária gratuita, diante do “encerramento de suas atividades comerciais e da comprovação documental da insuficiência econômica”. Quanto ao mérito, defende que o bloqueio via Sisbajud do valor de R$.9.013,49 “atingiu integralmente a única fonte de recursos mensais da empresa, inviabilizando a continuidade do adimplemento de suas obrigações regulares”. Aduz que “desde ao falecimento de seu sócio majoritário, Sr. Olmir Mingotti, ocorrido na data de 05 de abril de 2021, a Agravante encerrou suas atividades comerciais, passando a sobreviver exclusivamente das rendas de aluguéis de imóveis próprios, as quais são integralmente destinadas à quitação de dívidas judiciais, extrajudiciais e custas de inventário (...), de natureza alimentar e sucessória”. Assevera que “os valores recebidos mensalmente pela Agravante – cerca de R$ 9.000,00 – são imediatamente destinados ao pagamento das seguintes obrigações mensais fixas”, concluindo que “a constrição judicial recaiu justamente sobre a totalidade dos recursos que sustentam o cumprimento dessas obrigações, atingindo não apenas a pessoa jurídica agravante, mas também terceiros credores e compromissos assumidos perante o próprio Poder Judiciário”. Enuncia que “antes mesmo do bloqueio, a Agravante nem sequer havia sido regularmente citada, uma vez que o mandado de citação foi encaminhado a endereço diverso daquele em que a empresa efetivamente se encontra, conforme se depreende dos autos. Tal vício processual é grave, pois impede a formação válida da relação processual executiva, em flagrante violação ao disposto no art. 239 do Código de Processo Civil, que exige a citação válida do executado como condição de existência e regularidade do processo”. Adiciona que “a constrição atinge valores de natureza alimentar e funcionalmente essenciais à empresa, cuja manutenção financeira depende exclusivamente desses recursos”. Argumenta que “ofereceu bem livre e desembaraçado para substituição do bloqueio/penhora, nos termos do art. 847 do CPC, consistente no Conjunto nº 46 localizado no Edifício Minerva Barão, matriculado sob nº 46.581 do Cartório de Registro de Imóveis de Curitiba/PR, com avaliação estimada no valor de R$ 190.000,00 (cento e noventa mil reais)”. Sintetiza que “a manutenção do bloqueio de numerário revela-se medida desproporcional e injustificável, pois, além de incidir sobre valores essenciais à subsistência financeira da agravante, ignora a oferta de bem idôneo e de valor muito superior ao débito, contrariando o princípio da menor onerosidade da execução (art. 805 do CPC) e comprometendo a própria finalidade do processo executivo, que deve buscar a satisfação do crédito sem sacrificar desnecessariamente o patrimônio do devedor”. Ao final, pede a concessão de efeito ativo, “para determinar o imediato desbloqueio dos valores constritos ou, alternativamente, a substituição da penhora pelo imóvel de matrícula nº 46.581(Edifício Minerva Barão)”, destacando que “A probabilidade do direito está claramente demonstrada, uma vez que a Agravante exerceu seu direito legal à substituição da penhora (artigo 847 do CPC), apresentando bem livre, desembaraçado e de valor expressivamente superior ao débito executado”, e que o perigo de dano reside no fato de que “o bloqueio integral de R$ 9.013,49 — valor que corresponde à totalidade da receita mensal da Agravante — tem causado sérios prejuízos à empresa, impedindo o cumprimento de obrigações já parceladas em outros processos judiciais e extrajudiciais, bem como o pagamento valores pertencentes exclusivamente ao espolio que são depositado nos autos de inventário do espólio do sócio falecido”. Deferido o benefício da assistência judiciária gratuita apenas para processamento do recurso, sem a concessão da tutela pretendida, o Agravado ofereceu contrarrazões (mov. 15.1), pugnando pelo não conhecimento do recurso por inovação recursal. 2. O recurso somente poderia ser conhecido no tocante à pretendida liberação liminar dos valores penhorados, por se tratar da única questão tratada na decisão agravada, porém seu julgamento resta prejudicado, ante a superveniente perda de objeto. Cuida-se de ação de execução de título extrajudicial promovido por Condomínio Edifício Park Avenue em 11/11/2024 (mov. 1.1) em face de Imobiliária Aviltar Ltda., buscando a execução do valor atualizado de R$.57.252,38 (mov. 1.1), relativos a taxas condominiais referentes aos meses de novembro de 2019 a novembro de 2020 (sentença – mov. 100.1). Realizada a citação (mov. 42.1) e decorrido o prazo (mov. 43.1), foi deferida a penhora pelo sistema Sisbajud (mov. 48.1), que resultou no bloqueio do valor de R$.9.013,49, em 17/09/2025 (mov. 63.3). A Ré então veio aos autos e ofereceu “contestação”, defendendo: a) que após o falecimento do sócio majoritário em 05/04/2021, “os sócios remanescentes tomaram conhecimento de que a empresa-executada havia contraído diversas dívidas, dente elas, a dívida exequenda”, precisando vender “a carteira de locação da empresa executada e a renda foi utilizada integralmente para pagamento das dívidas”, tornando “inviável a continuidade da empresa executada e em meados de julho/2021, ocorreu o encerramento de suas atividades, e desde então, não tem qualquer faturamento, e a sua única fonte de renda advém da locação dos imóveis de sua propriedade que somados importam atualmente cerca de R$10.000,00 (dez mil reais) por mês, e é utilizada integralmente para quitação as dívidas assumidas anteriormente”. Assim, pugna pela concessão do benefício da assistência judiciária gratuita; b) nulidade da citação, pois “a despeito de a Executada ser proprietária das salas 1002/ 1003, situadas na Rua José Loureiro, nº 603, centro, Curitiba/Pr, ambos estão locados para terceiros desde 2016 [...] nunca sendo estabelecida e nem tampouco exercido as suas atividades nesse local; também não conhece quem é a pessoa que recebeu e assinou a citação por A. R.”, afirmando que “a Executada tomou conhecimento da presente execução somente na data de 07/10 /2025, quando a sua representante legal ao acessar a conta bancária para fazer pagamentos das dívidas foi surpreendida com o bloqueio”; c) “a penhora sobre o faturamento da empresa, a rigor, deve ser deferida exclusivamente na hipótese de não haver bens para serem penhorados, serem estes insuficientes ou de difícil comercialização, conforme expressa redação do Art. 866 do CPC/15”, contudo “no caso dos autos, não há quaisquer elementos no processo que indiquem tentativas de encontrar bens passíveis de penhora”; d) “a constrição determinada nos autos se mostra manifestamente excessiva e desproporcional. O bloqueio do valor total na conta da Executada (R$ 9.000,00) correspondente praticamente à totalidade da receita mensal da executada, comprometendo gravemente sua capacidade de arcar com obrigações básicas e indispensáveis e principalmente as dívidas assumidas anteriormente”, requerendo, a substituição da penhora em dinheiro, oferecendo o “Conjunto nº 46 do Edifício Minerva Barão, matrícula nº 46.581 do CRI de Curitiba /PR, livre e desembaraçado, avaliado em R$190.000,00”. Ao final, pugnou pela concessão de tutela de urgência para ser determinado “o desbloqueio imediato dos valores atualmente constritos e a suspensão de quaisquer bloqueios futuros realizados sobre as contas da Executada, ou, alternativamente, a substituição da penhora pelos bens indicados pela Executada”. Sobreveio, a seguir, a decisão agravada (mov. 65.1), que indeferiu “a antecipação da tutela para imediato desbloqueio dos valores constritos via Sisbajud, considerando que a análise do pedido de substituição da penhora depende da prévia manifestação da parte exequente, nos termos do art. 847, § 4º, do CPC”. Inconformada, a Agravante/executada interpôs o presente recurso, pugnando pela: (i) concessão do benefício da assistência judiciária gratuita; (ii) declaração de nulidade da citação; (iii) subsidiariamente, a concessão de tutela de urgência liminar para determinar o desbloqueio imediato dos valores constritos nas consta da Executada”; (iv) alternativamente, “que seja homologada a substituição da penhora dos valores bloqueados pelo imóvel ofertado pela executada”. Pois bem. De início, da análise dos autos na origem, vê-se que após a interposição do presente recurso, o Exequente manifestou discordância ao pedido de substituição da penhora (mov. 74.1). Na sequência, o juízo a quo recebeu a petição de mov. 60.1 como exceção de pré-executividade, rejeitou a alegação de nulidade da citação, bem como indeferiu os pedidos de justiça gratuita e de substituição da penhora para imóvel oferecido, mantendo o bloqueio realizado (mov. 75.1). Desse modo, infere-se que as alegações aventadas na peça denominada “contestação” e reiteradas nas razões recursais, sequer foram apreciadas pela decisão ora recorrida, de modo que sua análise i mportaria em supressão de instância e violação ao princípio do duplo grau de jurisdição. Assim, caberia conhecer apenas a insurgência em face do indeferimento “da tutela para imediato desbloqueio dos valores constritos via Sisbajud, considerando que a análise do pedido de substituição da penhora depende da prévia manifestação da parte exequente, nos termos do art. 847, § 4º, do CPC”. Contudo, como o oferecimento de outro bem para constrição que deu embasamento à postulada liminar liberação dos valores bloqueados, houve a perda superveniente do objeto do recurso, na medida em que tal questão restou apreciada posteriormente pela decisão de mov. 75.1, com o indeferimento do pedido d a substituição da penhora e manutenção dos valores bloqueados, “considerando a recusa justificada do credor e a primazia da penhora em dinheiro”, nos termos do art. 835, inciso I, do CPC, além do que “a substituição de dinheiro (liquidez imediata) por bem imóvel (baixa liquidez, necessidade de avaliação e leilão) traz evidente prejuízo à celeridade da execução. Ademais, a executada declarou-se inativa (mov. 60.8), o que enfraquece o argumento de que o bloqueio inviabilizaria a atividade empresarial ou o pagamento de folha de salários, tratando-se apenas de receita de aluguéis”. Aliás, ainda que assim não fosse, de fato o art. 847, § 4º, do CPC prevê a necessidade de manifestação prévia pela parte exequente quanto à pretendida substituição de penhora e, ademais, não se verificam elementos nos autos quanto aos requisitos previstos no art. 300 do CPC para concessão da tutela de urgência para imediato desbloqueio do montante, sobretudo considerando que a Executada sequer alegou sua impenhorabilidade. A propósito: DECISÃO MONOCRÁTICA. AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO. LIMINAR DEFERIDA, COM A RESPECTIVA APREENSÃO DO VEÍCULO. INSURGÊNCIA DA PARTE RÉ. ALEGAÇÃO DE ABUSIVIDADE DACAPITALIZAÇÃO DIÁRIA DE JUROS E DESCARACTERIZAÇÃO DA MORA. MATÉRIA NÃO APRECIADA PELO JUÍZO DE ORIGEM. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DO RECURSO. RECURSO NÃO CONHECIDO. (ART. 932, III, CPC). (TJPR - 10ª Câmara Cível - 0142421- 21.2025.8.16.0000 - Maringá - Rel.: DESEMBARGADOR SUBSTITUTO ALEXANDRE KOZECHEN - J. 02.12.2025) AGRAVO DE INSTRUMENTO. PLANO DE SAÚDE. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. CUMPRIMENTO PROVISÓRIO DE SENTENÇA. DECISÃO QUE DETERMINOU À EXECUTADA O CUMPRIMENTO DA OBRIGAÇÃO DE FAZER. RECURSO INTERPOSTO POR ELA. TESES DE POSSIBILIDADE DE FORNECIMENTO DE PRÓTESE NACIONAL E DE PREJUDICIALIDADE EXTERNA COM O JULGAMENTO DE MÉRITO DA APELAÇÃO CÍVEL. INOVAÇÃO RECURSAL E SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. MATÉRIAS NÃO ANALISADAS NA ORIGEM. RECURSO MANIFESTAMENTE INADMISSÍVEL. NÃO CONHECIMENTO. NEGATIVA DE SEGUIMENTO. (TJPR - 10ª Câmara Cível - 0124106-42.2025.8.16.0000 - Colorado - Rel.: DESEMBARGADOR GUILHERME FREIRE DE BARROS TEIXEIRA - J. 11.11.2025) Desse modo, o agravo de instrumento se revela manifestamente inadmissível, ante a alegação de questões que extrapolam a decisão agravada e a perda superveniente do objeto, levando ao não conhecimento do recurso. 3. Diante do exposto, não conheço do agravo de instrumento, nos termos do artigo 932, inc. III, do CPC/15. Elizabeth M. F. Rocha Desembargadora
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