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DOCUMENTO 1
 

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Processo:
0010915-36.2019.8.16.0030
(Acórdão)
Segredo de Justiça: Não
Relator(a): Domingos Thadeu Ribeiro da Fonseca
Desembargador
Órgão Julgador: 10ª Câmara Cível
Comarca: Foz do Iguaçu
Data do Julgamento: Sun Oct 27 00:00:00 BRT 2024
Fonte/Data da Publicação:  Mon Oct 28 00:00:00 BRT 2024

Ementa

APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO DE indenização POR DANOS MORAIS – ESPERA PARA ATENDIMENTO EM fila DE BANCO – DEMORA EXCESSIVA – DANO MORAL NÃO CARACTERIZADO – ÔNUS PROBATÓRIO NÃO SATISFEITO – CPC, ART 373, I – IMPROCEDÊNCIA DA AÇÃO – IRRELEVÂNCIA NA APLICAÇÃO DO DIPLOMA CONSUMERISTA AO CASO – NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO, AINDA QUE MÍNIMA, DOS FATOS CONSTITUTIVOS DO DIREITO PROPUGNADO – PREJUÍZOS E ABALOS PSICOLÓGICOS A ATRAIR O DEVER DE INDENIZAR NÃO DEMONSTRADOS – MEROS DISSABORES COMEZINHOS À NORMALIDADE – TEMA 1156/STJ – DEVER DE INDENIZAR AFASTADO – INFRINGÊNCIA AO LIMITE LEGAL DE TEMPO ESTABELECIDO QUE REFLETE MERA INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA SUJEITA, PORTANTO, ÀS SANÇÕES RESPECTIVAS – PRECEDENTES – SENTENÇA MANTIDA – RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO.1. Consoante já decidido: “não obstante a incidência da legislação consumerista à relação jurídica, incumbe ao autor fazer prova mínima dos fatos constitutivos do seu direito, de forma a demonstrar as suas alegações” (TJPR - 11ª C.Cível - AC - 1624799-7 - Fazenda Rio Grande - Rel.: Dalla Vecchia - Unânime - J. 15.03.2017.).2. A espera em fila de banco, em regra, reflete mero desconforto cotidiano e não possui, portanto, condão de afetar direito da personalidade, i.é., interferir intensamente no equilíbrio psicológico do indivíduo a justificar, por si só, arbitramento de indenização à laia de danos morais. 3. No propósito, da tese firmada no julgamento do Tema 1156/STJ: “O simples descumprimento do prazo estabelecido em legislação específica para a prestação de serviço bancário não gera por si só dano moral in re ipsa.”4. Incomprovadas circunstâncias a demonstrar que a espera resultou-lhe algum dano ou, ao menos, que sofrera algum tipo de constrangimento, angústia ou humilhação que tenham repercutido em sua esfera psicológica, nada há a atrair o dever de indenizar.