SELEÇÃO DE DECISÕES

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Processo:
0003129-41.2020.8.16.0050
(Acórdão)
Segredo de Justiça: Não
Relator(a): Pericles Bellusci de Batista Pereira
Desembargador
Órgão Julgador: 18ª Câmara Cível
Comarca: Bandeirantes
Data do Julgamento: Wed Mar 02 00:00:00 BRT 2022
Fonte/Data da Publicação:  Wed Mar 02 00:00:00 BRT 2022

Ementa

APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE. 1. JUSTIÇA GRATUITA REQUERIDA EM PRIMEIRO GRAU. OMISSÃO DO JUÍZO EM ANALISAR O PLEITO QUE NÃO PODE PREJUDICAR A PARTE. DEFERIMENTO TÁCITO DA BENESSE. ENTENDIMENTO DO STJ E DESTA CORTE. FALTA DE INTERESSE RECURSAL.- A ausência de análise do pedido de justiça gratuita implica em seu deferimento tácito, até porque a parte requerente não pode ser prejudicada pela omissão do Poder Judiciário.- Considerando que o apelante já é beneficiário da justiça gratuita e que a benesse alcança o segundo grau de jurisdição, não há interesse recursal nesse ponto.2. REINTEGRAÇÃO DE POSSE. INDENIZAÇÃO POR ACESSÕES E BENFEITORIAS. COMODATO VERBAL EXTINTO COM O FALECIMENTO DOS COMODATÁRIOS (PAIS DA AUTORA). PERMANÊNCIA DE TERCEIROS NO IMÓVEL QUE NÃO SE CARACTERIZA PELA BOA-FÉ. INTELIGÊNCIA DO ART. 1.255, DO CC. INDEVIDA INDENIZAÇÃO POR CONSTRUÇÕES OU BENFEITORIAS. MATÉRIA JÁ APRECIADA EM DECISÃO TRANSITADA EM JULGADO. IRRELEVÂNCIA DE HAVER PROVAS NOVAS QUANTO ÀS DESPESAS REALIZADAS NAS OBRAS. SENTENÇA MANTIDA.- O comodato verbal foi acordado entre os recorridos e seus pais/sogros, na qualidade de comodatários, tratando-se de um contrato unilateral, gratuito e intuito personae, de modo que, falecidos os comodatários, extinguiu-se o contrato, não se legitimando a permanência dos recorridos na posse do imóvel.- Os recorrentes ainda que cientes da litigiosidade sobre o imóvel, após a extinção do comodato verbal, ali permaneceram ao alvedrio de seus proprietários que, efetivamente, não lhes franquearam a posse, de modo que, mesmo que tenham carreado aos autos prova capaz de demonstrar que edificaram no imóvel, não têm direito à indenização pretendida porque não caracterizada a posse de boa-fé.Recurso de apelação não provido.