SELEÇÃO DE DECISÕES

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DOCUMENTO 1
 

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Processo:
0002803-37.2020.8.16.0194
(Acórdão)
Segredo de Justiça: Não
Relator(a): Angela Khury
Desembargadora
Órgão Julgador: 10ª Câmara Cível
Comarca: Curitiba
Data do Julgamento: Mon Oct 03 00:00:00 BRT 2022
Fonte/Data da Publicação:  Tue Oct 11 00:00:00 BRT 2022

Ementa

APELAÇÃO. “AÇÃO COMUM”. INSCRIÇÃO IRREGULAR NOS ÓRGÃOS DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO. AUTOR VÍTIMA DE FRAUDE NA CONTRATAÇÃO. REQUERIDA QUE NÃO SE DESINCUMBIU DE SEU ÔNUS PROBATÓRIO. TELAS SISTÊMICAS QUE SÃO INSUFICIENTES PARA DEMONSTRAR A RELAÇÃO JURÍDICA QUE ORIGINOU O DÉBITO, CUJO INADIMPLEMENTO CULMINOU NA NEGATIVAÇÃO DO AUTOR. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. DEVER DE INDENIZAR RECONHECIDO. ABALO MORAL PRESUMIDO. SENTENÇA REFORMADA. PEDIDO PROCEDENTE. RECURSO PROVIDO. 1. O regramento consumerista se aplica ao caso, na medida em que a requerida se amolda ao conceito de fornecedor, estatuído pelo art. 3º do CDC, e a autora, a despeito de não ter participado da relação jurídica, pode ser considerada consumidor por equiparação, conforme estabelece o art. 17 daquela legislação, já que sofreu as consequências do evento. 2. A ré não demonstrou ter agido com o zelo necessário para impedir a inclusão do autor nos cadastros de proteção ao crédito – o que evidentemente caracteriza falha na prestação de serviços. 3. Levando em consideração a capacidade econômica das partes, o período de negativação, o valor do débito que ensejou a inscrição, a extensão do dano, os parâmetros utilizados por esta Câmara e o caráter compensatório da indenização, deve o quantum da indenização ser fixado em R$ 10.000,00 (dez mil reais).