SELEÇÃO DE DECISÕES

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DOCUMENTO 1
 

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Processo:
0038779-37.2022.8.16.0000
(Acórdão)
Segredo de Justiça: Não
Relator(a): Hayton Lee Swain Filho
Desembargador
Órgão Julgador: 15ª Câmara Cível
Comarca: Guaratuba
Data do Julgamento: Mon Sep 19 00:00:00 BRT 2022
Fonte/Data da Publicação:  Tue Sep 20 00:00:00 BRT 2022

Ementa

AGRAVO DE INSTRUMENTO. EMBARGOS À EXECUÇÃO. SUCUMBÊNCIA RECÍPROCA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. COMPENSAÇÃO DETERMINADA POR SENTENÇA PROLATADA SOB À ÉGIDE DO CPC/73. ARTIGO 21 DO CÓDIGO REVOGADO. EXECUÇÃO AUTÔNOMA DA VERBA PELOS ANTERIORES ADVOGADOS DA CREDORA. DEPÓSITO ESPONTÂNEO DOS VALORES PELA PARTE CONTRÁRIA QUE POSTERIORMENTE TAMBÉM INGRESSA COM EXECUÇÃO AUTÔNOMA DOS HONORÁRIOS. IMPOSSIBILIDADE. NECESSIDADE DE SER OBSERVADA A COMPENSAÇÃO DETERMINADA. INEXISTÊNCIA DE SALDO A SER COBRADO PELOS ADVOGADOS. PAGAMENTO ESPONTÂNEO QUE NÃO AFASTA OS EFEITOS DA SUCUMBÊNCIA RECÍPROCA ESTABELECIDA PELA SENTENÇA, AINDA QUE TENHA HAVIDO A SUA REDISTRIBUIÇÃO NO TRIBUNAL, NA VIGÊNCIA DO CÓDIGO ATUAL. “A sentença (ou o ato jurisdicional equivalente, na competência originária dos tribunais), como ato processual que qualifica o nascedouro do direito à percepção dos honorários advocatícios, deve ser considerada o marco temporal para a aplicação das regras fixadas pelo CPC/2015. (...) Assim, se o capítulo acessório da sentença, referente aos honorários sucumbenciais, foi prolatado em consonância com o CPC/1973, serão aplicadas essas regras até o trânsito em julgado” (EAREsp n. 1.255.986/PR, Ministro Luis Felipe Salomão, Corte Especial, julgado em 20/3/2019, DJe de 6/5/2019), ainda que no caso concreto o Tribunal tenha redistribuído os ônus da sucumbência já sob a égide do CPC/2015. RECURSO PROVIDO.