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DOCUMENTO 1
 

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Processo:
0008889-07.2018.8.16.0190
(Acórdão)
Segredo de Justiça: Não
Relator(a): Leonel Cunha
Desembargador
Órgão Julgador: 5ª Câmara Cível
Comarca: Maringá
Data do Julgamento: Mon Feb 26 00:00:00 BRT 2024
Fonte/Data da Publicação:  Mon Mar 04 00:00:00 BRT 2024

Ementa

EMENTA 1) DIREITO PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. ENERGIA ELÉTRICA. FRAUDE NO MEDIDOR DE CONSUMO. COBRANÇA DE FATURAMENTO A MENOR. CORREÇÃO MONETÁRIA PELO IGP-M. FATURA EMITIDA EM 2016, COM BASE NA RESOLUÇÃO Nº 414/2010 DA ANEEL. REGRA DE TRANSIÇÃO CONFORME ART. 668 DA RESOLUÇÃO Nº 1000/2021 DA ANEEL. ACRÉSCIMO DE MULTA MORATÓRIA DE 2%. INAPLICÁVEL. AUSÊNCIA DE PEDIDO NA AÇÃO PRINCIPAL. PRINCÍPIO DA INCONGRUÊNCIA. a) As Resoluções da Aneel têm cunho normativo e devem ser observadas para fixação de encargos moratórios, sob pena de ofensa ao princípio da legalidade. b) No caso, as faturas cobradas pela COPEL são relativas ao período de setembro/2015 a março/2016, com a fatura emitida em 09/08/2016, sendo evidente a aplicabilidade da Resolução nº 414/2010 da ANEEL, vigente à época dos fatos. c) A sentença recorrida não observou as normativas da ANEEL, determinando a aplicação de INPC e IGP-DI para correção monetária de 09/08/2016 a 30/06/2022. Contudo, para referido período, deve a correção monetária sobre o valor exequendo ser calculada pelo índice IGP-M, nos termos do art. 126, parágrafo 1º da Resolução nº 414/2010 da ANEEL. d) Ainda, o termo inicial de incidência dos encargos moratórios deve ser a data da constituição em mora do Devedor, ou seja, a data do recebimento da notificação extrajudicial – que, no caso, ocorreu em 09/08/2016, nos termos do art. 397 do Código Civil. e) Não há que se falar em multa moratória, uma vez que este pedido não foi aventado no curso da ação, devendo ser observado o princípio da congruência. 2) APELO A QUE SE DÁ, EM PARTE, PROVIMENTO.