SELEÇÃO DE DECISÕES

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DOCUMENTO 1
 

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Processo:
0001581-48.2022.8.16.0102
(Acórdão)
Segredo de Justiça: Não
Relator(a): Antonio Franco Ferreira da Costa Neto
Desembargador
Órgão Julgador: 20ª Câmara Cível
Comarca: Joaquim Távora
Data do Julgamento: Fri Apr 11 00:00:00 BRT 2025
Fonte/Data da Publicação:  Fri Apr 11 00:00:00 BRT 2025

Ementa

APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO DECLARATÓRIA DE NULIDADE DE NEGÓCIO JURÍDICO – SENTENÇA QUE ACOLHEU A PRELIMINAR DE DECADÊNCIA AVENTADA PELOS RÉUS – IRRESIGNAÇÃO DO AUTOR – ALEGAÇÃO DE QUE OS NEGÓCIOS CONTROVERTIDOS SÃO NULOS, PORQUE SIMULADOS, NÃO SE SUJEITANDO A PRAZO DECADENCIAL OU PRESCRICIONAL – ACOLHIMENTO – ESCRITURAS PÚBLICAS DE VENDA E DE DOAÇÃO QUE VISARAM, POR INTERPOSTA PESSOA, A TRANSFERÊNCIA DE IMÓVEL DE ASCENDENTE PARA DESCENDENTE, SEM A ANUÊNCIA DE HERDEIRO – SENTENÇA REFORMADA – APLICAÇÃO DA TEORIA DA CAUSA MADURA – MÉRITO – SIMULAÇÃO COMPROVADA – RECONHECIMENTO DA NULIDADE QUE, ENTRETANTO, NÃO PERMITE CONCLUIR PELA OCORRÊNCIA DE DANOS MORAIS – PROCEDÊNCIA EM PARTE DO PEDIDO INICIAL – RECURSO CONHECIDO E PROVIDO.1. O art. 167 do CC prevê que o negócio jurídico simulado é nulo, não se convalidando pelo decurso do tempo. Portanto, insuscetível de decadência ou prescrição.2. As provas testemunhais e documentais revelaram que os negócios de compra e venda e de doação do imóvel visavam transferir o bem a herdeira específica, sem anuência do autor (também herdeiro), caracterizando simulação relativa por interposta pessoa.3. Reformada a sentença para reconhecer a nulidade dos negócios jurídicos impugnados, sem contudo admitir a ocorrência de danos morais indenizáveis.