SELEÇÃO DE DECISÕES

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Processo:
0007159-47.2022.8.16.0019
(Acórdão)
Segredo de Justiça: Não
Relator(a): Ramon de Medeiros Nogueira
Desembargador
Órgão Julgador: 5ª Câmara Cível
Comarca: Ponta Grossa
Data do Julgamento: Mon Mar 23 00:00:00 BRT 2026
Fonte/Data da Publicação:  Mon Mar 30 00:00:00 BRT 2026

Ementa

APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE COBRANÇA. SENTENÇA DE PROCEDÊNCIA. SOCIEDADE DE CORRETORES DE INVESTIMENTOS. ANTECIPAÇÃO DE BÔNUS. ESTIPULAÇÃO CONTRATUAL DE QUE TAIS VALORES DEVERIAM SER RESTITUÍDOS À SOCIEDADE EMPRESÁRIA, CASO O SÓCIO QUE OS RECEBEU NÃO CUMPRISSE DETERMINADA META, O QUE NÃO OCORREU NO CASO. INSURGÊNCIA DA RÉ. ALEGAÇÃO DE QUE A CLÁUSULA CONTRATUAL, QUE DISPÔS SOBRE O BÔNUS, SERIA ABUSIVA E DE QUE HAVERIA COBRANÇA VEXATÓRIA. NÃO ACOLHIMENTO. RESPEITO À LIBERDADE CONTRATUAL. ART. 421, DO CÓDIGO CIVIL. PRECEDENTE. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. I. Caso em exame 1. Apelação cível, em ação de cobrança julgada procedente, em que a ré foi condenada ao pagamento do valor dos bônus antecipados proporcionalmente à performance realizada na sociedade empresária de corretores de investimento. II. Questões em discussão 2. Se a cobrança formulada pela autora possui guarida em estipulação contratual e na prova produzida nos autos. III. Razões de decidir 3. A ré não se desincumbiu do ônus de provar fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Art. 373, II, CPC. IV. Dispositivo e voto 4. Apelação conhecida e não provida, com majoração da verba honorária, observada a gratuidade judiciária da qual a ré é beneficiária.