SELEÇÃO DE DECISÕES

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DOCUMENTO 1
 

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Processo:
0011037-29.2025.8.16.0001
(Acórdão)
Segredo de Justiça: Não
Relator(a): substituto jefferson alberto johnsson
Órgão Julgador: 6ª Câmara Cível
Comarca: Curitiba
Data do Julgamento: Mon Jul 07 00:00:00 BRT 2025
Fonte/Data da Publicação:  Wed Jul 09 00:00:00 BRT 2025

Ementa

DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO MONITÓRIA. SENTENÇA DE PROCEDÊNCIA MANTIDA PELO ACÓRDÃO. ALEGAÇÃO DE ILEGITIMIDADE ATIVA DA PESSOA JURÍDICA PARA COBRAR DÍVIDA CONTRATUAL CUJA GARANTIA TERIA SIDO ASSUMIDA POR SÓCIAS, PESSOAS FÍSICAS. LEGITIMIDADE DA PESSOA JURÍDICA CONFIGURADA ANTE O PAGAMENTO DE CONDENAÇÃO JUDICIAL E EXISTÊNCIA DE CLÁUSULA CONTRATUAL EXPRESSA QUE PERMITE A COBRANÇA. CONCLUSÃO EMBARGOS CONHECIDOS E REJEITADOS.I. Embargos de declaração opostos contra acórdão que manteve a sentença de procedência da ação monitória, sob alegação de omissão quanto à análise da ilegitimidade ativa da autora.II. A controvérsia recursal consiste em saber se houve omissão no acórdão embargado quanto à (i) análise da legitimidade ativa da pessoa jurídica autora para propor ação monitória fundada em contrato no qual as garantias constariam em nome de sócias, pessoas físicas; e (ii) validade da inclusão posterior da sócia como assistente litisconsorcial, após estabilização da demanda.III. Razões de decidir:Não se verifica omissão no julgado, pois o acórdão enfrentou a tese de ilegitimidade ativa, reconhecendo a legitimidade da pessoa jurídica com base em cláusula contratual que impôs aos réus a obrigação de ressarcir os valores pagos por condenação anterior em que a autora figurou como ré.A autora, enquanto parte diretamente prejudicada pela condenação indenizatória, tem direito de regresso fundado em cláusula expressa do contrato celebrado entre as partes, o que configura título executivo lato sensu nos termos do art. 700 do CPC.A inclusão posterior da sócia como assistente litisconsorcial não configura nulidade, diante de sua anterior atuação como representante da pessoa jurídica desde a petição inicial.A atuação da empresa autora não representa pleito em nome de terceiro, mas exercício de direito próprio, inexistindo afronta aos arts. 49-A e 18 do CPC.Embargos utilizados com propósito de rediscutir matéria já enfrentada, sem a configuração de vício nos termos do art. 1.022 do CPC.IV. Dispositivo 4. Embargos de declaração conhecidos e rejeitados.