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DOCUMENTO 1
 

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Processo:
0007418-53.2020.8.16.0038
(Acórdão)
Segredo de Justiça: Não
Relator(a): substituta elizabeth de fatima nogueira calmon de passos
Órgão Julgador: 17ª Câmara Cível
Comarca: Fazenda Rio Grande
Data do Julgamento: Mon Feb 02 00:00:00 BRT 2026
Fonte/Data da Publicação:  Tue Feb 03 00:00:00 BRT 2026

Ementa

Ementa: DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE USUCAPIÃO EXTRAJUDICIAL. USUCAPIÃO EXTRAJUDICIAL E ÔNUS SUCUMBENCIAIS. APELAÇÃO DESPROVIDA, MANTENDO-SE A SENTENÇA E MAJORANDO OS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS PARA 15% SOBRE O VALOR ATUALIZADO DA CAUSA. I. CASO EM EXAMEApelação Cível interposta contra Sentença que julgou procedentes os pedidos em Ação de Usucapião Extrajudicial, declarando a aquisição da propriedade de imóvel, e condenou a parte ré ao pagamento de custas e honorários advocatícios, estes fixados em 10% do valor atualizado da causa, com a alegação de que a parte apelante não se opôs ao reconhecimento da usucapião, mas apenas informou sobre a existência de contrato de compra e venda anterior envolvendo terceiros. II. QUESTÃO EM DISCUSSÃOA questão em discussão consiste em saber se a apelante deve ser isenta do pagamento de custas processuais e honorários advocatícios, considerando a alegação de ausência de pretensão resistida nos autos da Usucapião. III. RAZÕES EM DECIDIRA parte apelante apresentou Contestação que questionou a legitimidade da posse alegada pelo autor, afastando a tese de ausência de pretensão resistida. A resistência da apelante aos pedidos dos autores justifica a condenação ao pagamento de custas e honorários advocatícios. A Sentença foi correta ao fixar os honorários advocatícios em 10% sobre o valor da causa, considerando o trabalho desenvolvido pelo Patrono dos autores. IV. DISPOSITIVO E TESEApelação desprovida, mantendo-se a Sentença e majorando-se os honorários advocatícios para 15% sobre o valor atualizado da causa. Tese de julgamento: “A parte que apresenta Contestação em ação de usucapião, alegando a existência de contrato de compra e venda anterior e questionando a posse do autor, não pode ser isenta dos ônus sucumbenciais, pois sua manifestação configura resistência à pretensão autoral.” Dispositivos relevantes citados: CPC, arts. 487, I, 85, § 2.º, e 85, § 11. Jurisprudência relevante citada: TJPR, 11.ª Câm. Cív., 0021130-95.2018.8.16.0001, Rel. Des. Ruy Muggiati, Julg. Em 07.05.25.