SELEÇÃO DE DECISÕES

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Processo:
0065132-12.2025.8.16.0000
(Acórdão)
Segredo de Justiça: Não
Relator(a): substituto delcio miranda da rocha
Órgão Julgador: 5ª Câmara Criminal
Comarca: Realeza
Data do Julgamento: Sun Sep 28 00:00:00 BRT 2025
Fonte/Data da Publicação:  Tue Sep 30 00:00:00 BRT 2025

Ementa

PENAL E PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. ROUBO MAJORADO. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. AUSÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. CONDIÇÕES PESSOAIS FAVORÁVEIS. IRRELEVÂNCIA. MEDIDAS CAUTELARES DIVERSAS INSUFICIENTES. ORDEM CONHECIDA E DENEGADA. I. CASO EM EXAME 1.1. Habeas corpus impetrado em favor de paciente com prisão preventiva decretada por suposta prática de roubo majorado, estando preso desde 29/11/2024. A impetrante alega a ilegalidade da prisão por ausência de revisão periódica e ausência de periculum libertatis, requerendo a suspensão da prisão preventiva ou, subsidiariamente, a aplicação de medidas cautelares diversas. 1.2. A decisão recorrida manteve a prisão preventiva, negando o direito de recorrer em liberdade, fundamentando-se na gravidade do crime e na possibilidade de reiteração delitiva. II. QUESTÕES EM DISCUSSÃO 2.1. A questão em discussão consiste em saber se a prisão preventiva do paciente deve ser mantida, considerando a ausência de revisão periódica do decreto prisional. 2.2. A possibilidade de aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. III. RAZÕES DE DECIDIR 3.1. A prisão preventiva foi decretada para garantir a ordem pública e a conveniência da instrução criminal, com base em indícios de autoria e materialidade do crime de roubo majorado. 3.2. A manutenção da prisão preventiva é justificada pela possibilidade de reiteração delitiva, considerando que o paciente possuía mandados de prisão em aberto e estava foragido. 3.3. As condições pessoais favoráveis do paciente, como residência e emprego fixos, não são suficientes para revogar a prisão preventiva diante da gravidade do crime. 3.4. A ausência de revisão periódica do decreto prisional não configura ilegalidade, pois houve sentença condenatória que reavaliou os requisitos da prisão preventiva. IV. DISPOSITIVO E TESE 4.1. Habeas corpus conhecido e denegada a ordem. Tese de julgamento: A manutenção da prisão preventiva é justificada pela gravidade do crime e pela possibilidade de reiteração delitiva, mesmo diante de condições pessoais favoráveis do acusado, quando presentes os requisitos do art. 312 do Código de Processo Penal. Dispositivos relevantes citados: CPP, arts. 312, 313, 316, p.u.; CP, art. 157, § 2º, II e VII; CP, art. 29, caput; CP, art. 70; CR/1988, art. 93, IX. Jurisprudência relevante citada: STJ, AgRg no HC 621.751/MG, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, j. 16.11.2020; STJ, AgRg no HC 624.626/SP, Rel. Min. Felix Fischer, Quinta Turma, j. 02.02.2021; STJ, AgRg no HC 537.845/MS, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, j. 28.04.2020; STJ, AgRg no HC 561.993/PE, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, j. 28.04.2020; STJ, AgRg no HC 530.623/SP, Rel. Min. Jorge Mussi, Quinta Turma, j. 13.04.2020; STJ, AgRg no HC 506.412/SP, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Quinta Turma, j. 13.04.2020.