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DOCUMENTO 1
 

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Processo:
0020025-39.2022.8.16.0035
(Acórdão)
Segredo de Justiça: Não
Relator(a): substituto jose ricardo alvarez vianna
Órgão Julgador: 20ª Câmara Cível
Comarca: São José dos Pinhais
Data do Julgamento: Fri Nov 28 00:00:00 BRT 2025
Fonte/Data da Publicação:  Tue Dec 02 00:00:00 BRT 2025

Ementa

DIREITO DO CONSUMIDOR. APELAÇÃO CÍVEL. COMPRA E VENDA DE VEÍCULO USADO. ALEGAÇÃO DE VÍCIOS OCULTOS. NÃO COMPROVAÇÃO. DEFEITOS APARENTES E COMPATÍVEIS COM O DESGASTE NATURAL DO VEÍCULO COM MAIS DE DEZENOVE ANOS DE USO. DANO MORAL. NÃO CONFIGURADO. MERO ABORRECIMENTO PRÓPRIO DO CONVÍVIO SOCIAL. BANCO FINANCIADOR. AUSÊNCIA DE RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. 1. Ainda que a responsabilidade do fornecedor nas relações de consumo seja objetiva (art. 18, CDC), a demonstração do vício alegado e sua preexistência à venda é encargo probatório do adquirente. 2. As alegações genéricas de defeitos compatíveis com o desgaste natural e tempo de uso do veículo (mais de dezenove anos), sem suporte probatório consistente, não configura vício passível de indenização. 3. O mero aborrecimento decorrente de manutenção de veículo usado não é passível de indenização. 4. O agente financeiro que apenas concede o crédito não responde solidariamente por eventuais vícios do bem adquirido. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO