SELEÇÃO DE DECISÕES

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Processo:
0079752-29.2025.8.16.0000
(Acórdão)
Segredo de Justiça: Não
Relator(a): Marcelo Gobbo Dalla Dea
Desembargador
Órgão Julgador: 18ª Câmara Cível
Comarca: Curitiba
Data do Julgamento: Mon Mar 02 00:00:00 BRT 2026
Fonte/Data da Publicação:  Mon Mar 02 00:00:00 BRT 2026

Ementa

EMENTA: DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. NULIDADE ABSOLUTA DE ATOS PROCESSUAIS APÓS CITAÇÃO POR HORA CERTA. NECESSIDADE DE NOMEAÇÃO DE CURADOR ESPECIAL. MANUTENÇÃO DA DECISÃO QUE DECLAROU A NULIDADE. RECURSO DESPROVIDO.I. CASO EM EXAME1. Trata-se de agravo de instrumento interposto contra decisão que declarou a nulidade de atos processuais praticados a partir da citação da parte ré em ação de despejo, reconhecendo a ausência de nomeação de curador especial após citação por edital. II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO2. As questões em discussão consistem em saber se: (i) a decisão que anula atos processuais após o trânsito em julgado fere o princípio da coisa julgada; e (ii) a ausência de nomeação de curador especial após citação por edital configura nulidade absoluta.III. RAZÕES DE DECIDIR3. A citação por hora certa, sem a correspondente nomeação de curador especial, compromete o contraditório e a ampla defesa, resultando em nulidade absoluta dos atos processuais subsequentes, em conformidade com o art. 72, II, do CPC. 4. A jurisprudência é pacífica ao reconhecer que a falta de curador especial em caso de citação por edital ou hora certa configura vício estrutural, que não se convalida com a preclusão. IV. DISPOSITIVO E TESE5. Recurso desprovido. Tese de julgamento: “A ausência de nomeação de curador especial após citação por hora certa gera nulidade absoluta dos atos processuais subsequentes.” ______________Dispositivos relevantes citados: CPC/2015, art. 72, II. Jurisprudência relevante citada: STJ, AgInt no AREsp n. 869.220/RS, rel. Min. Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, julgado em 17/11/2016; TJPR, 0055301-42.2022.8.16.0000, Rel. Desembargador Rogério Luis Nielsen Kanayama, julgado em 19/06/2023; TJPR, 0059712-31.2022.8.16.0000, Rel. Desembargador Rogério Ribas, julgado em 20/03/2023.