SELEÇÃO DE DECISÕES

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DOCUMENTO 1
 

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Processo:
0000780-62.2025.8.16.0156
(Acórdão)
Segredo de Justiça: Não
Relator(a): substituto evandro portugal
Órgão Julgador: 7ª Câmara Cível
Comarca: São João do Ivaí
Data do Julgamento: Tue Jun 16 00:00:00 BRT 2026
Fonte/Data da Publicação:  Wed Jun 17 00:00:00 BRT 2026

Ementa

DIREITO PREVIDENCIÁRIO. APELAÇÃO CÍVEL. AUXÍLIO-ACIDENTE. SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA CERCEAMENTO DE DEFESA. PERÍCIA MÉDICA NÃO REALIZADA POR ESPECIALISTA. DESNECESSIDADE. REDUÇÃO DA CAPACIDADE LABORATIVA. NÃO DEMONSTRADA. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO.I. CASO EM EXAME1. Apelação cível interposta contra sentença que julgou improcedente pedido de concessão de auxílio-acidente. O apelante sofreu amputação parcial da falange distal do 4º dedo da mão esquerda em acidente de trabalho. Sustenta que a sequela exige maior esforço para sua atividade de embalador, pleiteando o benefício com base no Tema 416 do STJ.II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO2. A questão em discussão consiste em saber se a sequela decorrente do acidente de trabalho, embora existente sob o aspecto anatômico, resultou em efetiva redução da capacidade para o trabalho habitualmente exercido, de modo a preencher os requisitos do art. 86 da Lei nº 8.213/1991.III. RAZÕES DE DECIDIR3. O auxílio-acidente possui natureza indenizatória e exige a consolidação de lesões que impliquem redução da capacidade para o trabalho habitual (art. 86, Lei nº 8.213/1991 e art. 104, Decreto nº 3.048/1999).4. O laudo pericial foi categórico ao afirmar que, apesar da deformidade anatômica, as funções de preensão e pinça estão preservadas, inexistindo redução da capacidade laboral ou necessidade de maior esforço.5. Conforme o entendimento do STJ (REsp 1.108.298/SC), a mera comprovação de dano à saúde não autoriza o benefício sem o efetivo decréscimo da capacidade de trabalho.IV. DISPOSITIVO E TESE6. Recurso conhecido e desprovido.Tese de julgamento: “1. A concessão do auxílio-acidente pressupõe a comprovação de que a sequela definitiva resulte em redução efetiva da capacidade para o trabalho que o segurado habitualmente exercia.”Legislação relevante: Lei nº 8.213/1991, Arts. 59, 86 e 129; Decreto nº 3.048/1999, Art. 104.Jurisprudência relevante: STJ, REsp nº 1.108.298/SC, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, 3ª Seção, j. 12.05.2010; TJPR, AC nº 0008716-16.2024.8.16.0014, Rel. Des. Fabian Schweitzer, 7ª C. Cível, j. 21.03.2025.V. RESUMO EM LINGUAGEM ACESSÍVELO pedido de pagamento do auxílio-acidente foi negado porque, embora o trabalhador tenha sofrido uma lesão no dedo (amputação de uma pequena parte), o médico perito do tribunal examinou o caso e concluiu que ele consegue realizar seu trabalho de embalador normalmente, sem dificuldades ou perda de força. Pela lei, só recebe esse benefício quem fica com alguma limitação que atrapalhe o serviço, o que não aconteceu aqui.