SELEÇÃO DE DECISÕES

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DOCUMENTO 1
 

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Processo:
0022012-79.2026.8.16.0000
(Acórdão)
Segredo de Justiça: Não
Relator(a): substituto sergio luiz patitucci
Órgão Julgador: 1ª Câmara Criminal
Comarca: Fazenda Rio Grande
Data do Julgamento: Wed Apr 29 00:00:00 BRT 2026
Fonte/Data da Publicação:  Wed Apr 29 00:00:00 BRT 2026

Ementa

HABEAS CORPUS. ARTIGOS 129, 146, 147, 148, 345, TODOS DO CÓDIGO PENAL. PRISÃO PREVENTIVA DECRETADA. PARECER DA DOUTA PROCURADORIA GERAL DE JUSTIÇA PELA CONCESSÃO DA ORDEM. ACOLHIMENTO. INSURGÊNCIA DA DEFESA. DECISUM QUE CARECE DE FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. VERIFICADA. PRECEDENTES DO STJ. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DE ELEMENTOS CONCRETOS APTOS A DEMONSTRAR A NECESSIDADE DA MEDIDA EXTREMA. POSSIBILIDADE DE SUBSTITUIÇÃO DA CUSTÓDIA PREVENTIVA PELAS MEDIDAS CAUTELARES DIVERSAS DA PRISÃO. MONITORAMENTO ELETRÔNICO. MEDIDAS ADEQUADAS E SUFICIENTES CONSTRANGIMENTO ILEGAL. EVIDENCIADO. HABEAS CORPUS CONHECIDO. ORDEM CONCEDIDA.I. CASO EM EXAME1. Habeas Corpus impetrado em favor de réu que teve a prisão preventiva decretada pela prática dos delitos capitulados nos arts. 129, 146, 147, 148, 345, todos do Código Penal, com a alegação de constrangimento ilegal na decisão que fundamentou a medida cautelar. A defesa argumenta que a decisão carece de fundamentação idônea, concreta objetiva, e requer a revogação da prisão preventiva e a expedição de alvará de soltura.II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO2. A questão em discussão consiste em saber se a prisão preventiva do paciente foi decretada com fundamentação idônea e se há elementos concretos que justifiquem a medida extrema.III. RAZÕES DE DECIDIR3. A decisão que decretou a prisão preventiva carece de fundamentação idônea, baseada em mera suposição e sem elementos concretos que justifiquem a medida.4. A ausência de fundamentação concreta e atual quanto à imprescindibilidade da medida resulta em constrangimento ilegal à liberdade do paciente.IV. DISPOSITIVO E TESE6. Habeas corpus conhecido e concedido para revogar a prisão preventiva do paciente, mediante imposição de medidas cautelares diversas, com expedição do alvará de soltura.Tese de julgamento: A decretação da prisão preventiva deve ser fundamentada em elementos concretos que demonstrem a necessidade da medida, não podendo se basear em suposições genéricas.Dispositivos relevantes citados: CF/1988, art. 93, IX; CPP, arts. 312 e 313; CP, arts. 129, 146, 147, 148, 345.Jurisprudência relevante citada: AgRg no HC n. 920.806/RR, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 9/9/2024, DJe de 12/9/2024; STJ, AgRg no HC n. 735.526, Rel. Min. Olindo Menezes, Sexta Turma, j. 14.06.2022; STJ, RHC 79.893, Rel. Min. Reynaldo Soares Da Fonseca, Quinta Turma, j. 02.05.2017; TJPR - 1ª Câmara Criminal - 0152049-34.2025.8.16.0000 - Rel.: Desembargador Mauro Bley Pereira Junior - J. 28.02.2026; TJPR, 1ª Câmara Criminal, 0053283-43.2025.8.16.0000, Rel. Desembargador Fernando Antonio Prazeres, j. 23.08.2025; TJPR - 1ª Câmara Criminal - 0078311-81.2023.8.16.0000 - Morretes - Rel.: Desembargador Miguel Kfouri Neto - J. 16.09.2023.Resumo em linguagem acessível: O Tribunal decidiu conceder o Habeas Corpus para liberar o réu que estava preso preventivamente. A defesa argumentou que a prisão não tinha uma justificativa adequada, pois a decisão do juiz se baseou em suposições genéricas e abstratas. O Tribunal concordou que não havia provas concretas que justificassem a prisão do paciente e, por isso, determinou a revogação da prisão com aplicação de medidas menos gravosas.