SELEÇÃO DE DECISÕES

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Processo:
0039362-80.2026.8.16.0000
(Acórdão)
Segredo de Justiça: Não
Relator(a): Jucimar Novochadlo
Desembargador
Órgão Julgador: 15ª Câmara Cível
Comarca: Curitiba
Data do Julgamento: Sat Jun 20 00:00:00 BRT 2026
Fonte/Data da Publicação:  Sat Jun 20 00:00:00 BRT 2026

Ementa

DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. IMPUGNAÇÃO AO CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. DECISÃO QUE HOMOLOGOU CÁLCULO JUDICIAL. 1. PRETENSÕES DE REDISCUSSÃO DA POSSIBILIDADE DE COMPENSAÇÃO DE CRÉDITOS E DE AFASTAMENTO DAS SANÇÕES DO ART. 523, §1º, DO CPC. MATÉRIAS JÁ EXAMINADAS E DEFINITIVAMENTE JULGADAS EM AGRAVO DE INSTRUMENTO ANTERIOR, COM TRÂNSITO EM JULGADO. NÃO CONHECIMENTO. 2. ALEGAÇÃO DE NULIDADE POR FALTA DE INTIMAÇÃO DO CÁLCULO JUDICIAL. VÍCIO PROCESSUAL SANÁVEL. EXERCÍCIO EFETIVO DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA EM MOMENTO POSTERIOR. AUSÊNCIA DE PREJUÍZO. APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO PAS DE NULLITÉ SANS GRIEF (ART. 282, §1º, DO CPC). 3. INCIDÊNCIA DAS SANÇÕES DO §1º DO ART. 523 DO CPC SOBRE CUSTAS E DESPESAS PROCESSUAIS. ENCARGOS ABRANGIDOS PELO CONCEITO DE DÉBITO EXEQUENDO. 4. TERMO INICIAL DOS JUROS DE MORA SOBRE HONORÁRIOS E CUSTAS. OBSERVÂNCIA DOS PARÂMETROS FIXADOS PELO JUÍZO DE ORIGEM. EXCESSO DE EXECUÇÃO NÃO VERIFICADO. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. 5. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ ALEGADA EM CONTRARRAZÕES NÃO CONFIGURADA.1. De acordo com o art. 507 do CPC, “É vedado à parte discutir no curso do processo as questões já discutidas a cujo respeito se operou a preclusão. 2. Nos termos do art. 282, §1º, do CPC, não basta alegar a nulidade; mais que isso, se faz necessário alegar e comprovar a existência de prejuízo. No caso concreto, a ausência de prévia manifestação do exequente sobre a impugnação à penhora não tem potencial para gerar prejuízo, uma vez que o vício foi superado com a oposição de embargos de declaração e com a interposição do presente recurso.3. A interpretação literal e sistemática do §1º do art. 523 do CPC evidencia que a multa e os honorários nele previstos incidem sobre o débito exequendo, expressão que engloba o montante total da condenação objeto do cumprimento de sentença, incluindo as custas/despesas processuais, se houver.4. O cálculo judicial questionado observou rigorosamente os critérios definidos pelo Juízo de origem em relação ao termo inicial dos juros de mora sobre os honorários e as custas, não havendo qualquer extrapolação ou violação à coisa julgada formada naquela oportunidade.5. Para a caracterização da litigância de má-fé, na esteira da jurisprudência já consolidada sobre o assunto, exigem-se no mínimo dois requisitos: a) a subsunção da conduta em uma das hipóteses taxativamente enumeradas no dispositivo legal (art. 80 do CPC); e b) o dolo específico da parte, necessário para afastar a presunção de boa-fé que pauta, de regra, o comportamento das partes no decorrer do processo. Tais elementos não restaram configurados no caso concreto, uma vez que a conduta da parte está respaldada pelo legítimo exercício do direito de recorrer, sem que se possa caracterizar as teses de resistência injustificada ao andamento do processo, provocar incidente manifestamente infundado e interpor recurso com intuito manifestamente protelatório.Recurso conhecido em parte e não provido.