SELEÇÃO DE DECISÕES

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DOCUMENTO 1
 

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Processo:
0003328-21.2011.8.16.0069
(Acórdão)
Segredo de Justiça: Não
Relator(a): Octavio Campos Fischer
Desembargador
Órgão Julgador: 3ª Câmara Cível
Comarca: Cianorte
Data do Julgamento: Mon Jul 13 00:00:00 BRT 2026
Fonte/Data da Publicação:  Mon Jul 13 00:00:00 BRT 2026

Ementa

DIREITO PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. APELAÇÃO CÍVEL. EXTINÇÃO DE EXECUÇÃO FISCAL POR DESISTÊNCIA E RESPONSABILIDADE PELO PAGAMENTO DAS CUSTAS PROCESSUAIS CONFORME LEI ESTADUAL Nº 16.035/2008. RECURSO DE APELAÇÃO PROVIDO.1. Apelação cível interposta pelo Estado do Paraná contra sentença que extinguiu execução fiscal por desistência, com fundamento no artigo 485, inciso VIII, do CPC, e determinou que o Estado arcasse com as custas processuais. O Estado requereu a reforma da decisão, sustentando que, conforme a Lei Estadual nº 16.035/2008, as custas devem ser pagas pela parte executada, e não pelo exequente.2. A questão em discussão consiste em saber se, em execução fiscal extinta por desistência do exequente com fundamento na Lei Estadual nº 16.035/2008, cabe à parte executada arcar com o pagamento das custas processuais, em observância ao princípio da causalidade e ao disposto no art. 4º da referida lei.3. A extinção da execução fiscal por desistência, com base na Lei Estadual nº 16.035/2008, é possível quando a ação tramita há mais de seis anos contra pessoa jurídica baixada ou cancelada há mais de três anos no cadastro do ICMS.4. O artigo 4º da Lei Estadual nº 16.035/2008 determina que as custas processuais devem ser suportadas pelo executado, pois ele deu causa ao ajuizamento da execução fiscal.5. Aplicando o princípio da causalidade, cabe ao executado arcar com as custas processuais, não ao exequente que desistiu da ação por política fiscal autorizada por lei específica.6. A sentença que condenou o exequente ao pagamento das custas processuais merece reforma para atribuir tal responsabilidade ao executado.Tese de julgamento: Nas execuções fiscais extintas por desistência do exequente com fundamento na Lei Estadual nº 16.035/2008, o ônus do pagamento das custas processuais incumbe à parte executada, nos termos do art. 4º da referida lei, aplicando-se o princípio da causalidade.RECURSO DE APELAÇÃO PROVIDO.