SELEÇÃO DE DECISÕES

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DOCUMENTO 1
 

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Processo:
0000162-77.2025.8.16.0040
(Acórdão)
Segredo de Justiça: Não
Relator(a): Luiz Carlos Gabardo
Desembargador
Órgão Julgador: 15ª Câmara Cível
Comarca: Altônia
Data do Julgamento: Sat Aug 22 00:00:00 BRT 2026
Fonte/Data da Publicação:  Mon Aug 24 00:00:00 BRT 2026

Ementa

Ementa: DIREITO CIVIL, DIREITO DO CONSUMIDOR E DIREITO PROCESSUAL CIVIL. APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER CUMULADA COM REPARAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. REQUISIÇÃO DE PORTABILIDADE DE EMPRÉSTIMO. SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA. RECURSO DA AUTORA. DISCUSSÕES SOBRE INOVAÇÃO RECURSAL, REGULARIDADE DA RETENÇÃO DA PORTABILIDADE REQUISITADA E DANOS EXTRAPATRIMONIAIS. APELAÇÃO CÍVEL CONHECIDA E NÃO PROVIDA.I. CASO EM EXAME1. Apelação cível interposta contra a sentença de improcedência dos pedidos formulados em ação de obrigação de fazer cumulada com reparação por danos materiais e morais, na qual a autora controverte a recusa, supostamente injustificada, da requisição da portabilidade de empréstimo. Pede o processamento da portabilidade, além da condenação da ré ao pagamento de indenização.II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO2. Há 03 (três) questões em discussão: (i) saber se a autora inovou nas razões recursais, consoante alegado pela ré em contrarrazões; (ii) saber se a retenção da portabilidade é regular; e, (iii) saber se é cabível a condenação da ré ao pagamento de indenização por danos morais.III. RAZÕES DE DECIDIR3. Rejeita-se a tese de inovação recursal, pois todas as matérias da apelação foram controvertidas anteriormente.4. A parte ré demonstrou, por meio de telas sistêmicas, que a retenção da requisição da portabilidade decorreu do preenchimento equivocado, pela instituição proponente (Banco do Brasil S/A), da instituição credora original, razão pela qual não foi encaminhada à instituição correta, conforme prevê o art. 7º, caput, da Resolução n.º 5.057, do CMN, nem houve recusa imotivada.5. Verificada a regularidade na retenção da portabilidade, revela-se incabível a condenação da instituição financeira ao pagamento de indenização por danos morais.IV. DISPOSITIVO E TESE6. Apelação cível conhecida e não provida, com majoração dos honorários advocatícios fixados a favor da parte ré para 12% (doze por cento) sobre o valor atualizado da causa, observada a concessão da assistência judiciária à autora.Tese de julgamento: “1. O art. 3º, caput, da Resolução n.º 5.057, do CMN, garante ao consumidor o direito à portabilidade de operação de crédito, desde que a requisição seja direcionada à instituição credora original, nos termos do art. 7º, caput, do mesmo diploma. 2. Ausente o encaminhamento da requisição da portabilidade de operação à instituição credora original, afigura-se regular a retenção discutida, de modo que não há que se falar em indenização por danos extrapatrimoniais”.