PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO PARANÁ 1ª TURMA RECURSAL - DM92 - PROJUDI Rua Mauá, 920 - 28º Andar - Alto da Glória - Curitiba/PR - CEP: 80.030-200 - Fone: 3017-2568 Autos nº. 0000955-82.2014.8.16.0175 Recurso: 0000955-82.2014.8.16.0175 Classe Processual: Recurso Inominado Assunto Principal: Cheque Recorrente(s): EDNELDA SOARES PENHA (CPF/CNPJ: 772.476.209-00) Rua Ilha das Malvinas, 43 QUADRA 03 - LOTE 09 - JARDIM MARAJOARA - IBIPORÃ/PR José Mauro dos Santos (RG: 253678420 SSP/PR e CPF/CNPJ: 041.275.959-49) BR 369 - KM 110, 0000 CHÁCARA SANTA MARIA - ZNA RURAL - URAÍ/PR - CEP: 86.280-000 Recorrido(s): José Mauro dos Santos (RG: 253678420 SSP/PR e CPF/CNPJ: 041.275.959-49) BR 369 - KM 110, 0000 CHÁCARA SANTA MARIA - ZNA RURAL - URAÍ/PR - CEP: 86.280-000 EDNELDA SOARES PENHA (CPF/CNPJ: 772.476.209-00) Rua Ilha das Malvinas, 43 QUADRA 03 - LOTE 09 - JARDIM MARAJOARA - IBIPORÃ/PR CÍVEL. RECURSOS INOMINADOS. AÇÃO DE INEXIGIBILIDADE DE TÍTULO DE CRÉDITO CUMULADA COM INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. SENTENÇA PARCIALMENTE PROCEDENTE. INSURGÊNCIA RECURSAL DA PARTE AUTORA E DA PARTE REQUERIDA. CHEQUE PRÉ-DATADO APRESENTADO ANTES DO PRAZO ACORDADO PELAS PARTES. CHEQUE NOMINAL À RÉ COM A EXPRESSÃO “BOM PARA 30.08.2013”. DEVOLUÇÃO POR INSUFICIÊNCIA DE FUNDOS. SÚMULA 370 DO STJ. ENUNCIADO 10.3 DAS TURMAS RECURSAIS. EXTRATO BANCÁRIO COM DEPÓSITO NA DATA COMBINADA INICIALMENTE SUFICIENTE PARA COBRIR O CHEQUE. DANO MORAL CONFIGURADO. MAJORAÇÃO DE DANOS MORAIS NO MONTANTE DE R$1.000,00 (MIL REAIS). VALOR QUE ATENDE ÀS PECULIARIDADES DO CASO CONCRETO, ESPECIALMENTE O NÍVEL ECONÔMICO DAS PARTES. SENTENÇA REFORMADA. RECURSO DO AUTOR CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO. RECURSO DA RÉ CONHECIDO E DESPROVIDO. RELATÓRIO Dispensado relatório, nos termos do art. 38 da Lei 9.099/95. Precedentes: Súmula 370 do STJ: Caracteriza dano moral a apresentação antecipada de cheque pré-datado. Enunciado N.º 10.3- A apresentação de cheque pré-datado antes daCheque pré-datado: data ajustada acarreta dano moral. RECURSO INOMINADO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. APRESENTAÇÃO ANTECIPADA DE CHEQUE PÓS- DATADO. DANO MORAL CONFIGURADO. APLICAÇÃO DO ENUNCIADO 10.3 DAS TURMAS RECURSAIS DO PARANÁ. APLICAÇÃO DA SÚMULA 370 DO STJ. DANO MORAL DEVIDO. QUANTUM FIXADO DE ACORDO COM O CASO CONCRETO. SENTENÇA MANTIDA. Recurso conhecido e desprovido. (TJPR - 1ª Turma Recursal - 0002887-73.2015.8.16.0045/0 - Arapongas - Rel.: FERNANDA DE QUADROS JORGENSEN GERONASSO - - J. 22.03.2016) RECURSO INOMINADO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. APRESENTAÇÃO ANTECIPADA DE CHEQUE PRÉ- DATADO. DEVOLUÇÃO POR INSUFICIÊNCIA DE FUNDOS. DANO MORAL CONFIGURADO. APLICAÇÃO DO ENUNCIADO 10.3 DAS TURMAS RECURSAIS DO PARANÁ. APLICAÇÃO DA SÚMULA 370 DO STJ. QUANTUM FIXADO DE ACORDO COM O CASO CONCRETO. SENTENÇA REFORMADA. Recurso conhecido e provido. (TJPR - 1ª Turma Recursal - 0008524-86.2015.8.16.0018/0 - Maringá - Rel.: FERNANDA DE QUADROS JORGENSEN GERONASSO - - J. 14.07.2016) 1. Trata-se de ação de inexigibilidade de título de crédito cumulada indenização por danos morais. Alega a parte autora que emitiu um cheque no dia 14.06.2013, no qual se convencionou que a sua apresentação deveria ocorrer apenas em 30.08.2013. Contudo, a credora apresentou a cártula em 28.08.2013, antecipadamente, e, em razão da insuficiência de fundos no dia, houve a devolução do título cambial. 2. Diante dos fatos, ao contrário do que sustenta a ré no recurso, comprovada está a ocorrência dos prejuízos, já que, como constou na sentença impugnada, trata-se de dano in de modo que a sua pretensão recursal não comporta acolhimento, seja no tocantere ipsa, ao afastamento da condenação por danos morais, seja no pertinente ao pedido contraposto formulado. 3. Como não existe um critério objetivo para expressar economicamente o dano moral experimentado pelo lesado, no arbitramento do indenizatório, é necessárioquantum I. cuidado para que o valor, por um lado, se torne inexpressivo e, por outro, que seja causa de enriquecimento injusto, nunca se olvidando que a indenização do dano imaterial tem a dupla finalidade própria do instituto: i) reparatória, face ao ofendido; ii) e educativa e sancionatória, em desfavor do ofensor. 3.1. Ademais, devem ser observados os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, levando-se em conta as peculiaridades do caso concreto, a exemplo da situação econômicas das partes e o grau de culpa de cada um. 3.2. Corroborando, entendo que o valor fixado pelo juízo -R$ 500,00 (quinhentosa quo reais) – não se mostra suficiente para a reparação dos prejuízos morais causados ao autor, de modo que o montante deverá ser elevado para R$ 1.000,00 (mil reais), que melhor se adequa ao caso, sobretudo pela falta de comprovação de que o estado financeiro da ré justificaria maior aumento, já que, ela é beneficiária da justiça gratuita (evento 54.1), inclusive. 4. Nesse ponto, a sentença deverá reformada para a elevação dos danos morais em R$ 1.000,00 (mil reais). 5. Recurso do autor conhecido e provido. Recurso da requerida conhecido e desprovido. I. RELATÓRIO EM SESSÃO II. VOTO Presentes os pressupostos de admissibilidade, os recursos devem ser conhecidos. Quanto ao mérito, merece provimento o recurso inominado interposto por JOSÉ MAURO DOS SANTOS para o fim de aumentar o valor dos danos morais no valor de R$ 1.000,00 (mil reais) fixados pelo juízo . Por sua vez, o recurso inominado interposto por EDNELDA SOARES PENHA,a quo não comporta acolhimento tendo em vista se tratar de dano moral in re ipsa. Tendo em vista a ausência de êxito no recurso interposto, deve a recorrente EDNELDA SOARES PENHA ser condenada ao pagamento de honorários advocatícios, fixados em 15% do valor da condenação, nos termos do artigo 55 da Lei nº 9099/1995, com as ressalvas da Lei n. 1060/1950 porquanto beneficiária da assistência judiciária gratuita. DISPOSITIVO Ante o exposto, esta 1ª Turma Recursal - DM92 resolve, por unanimidade dos votos, em relação ao recurso de José Mauro dos Santos, julgar pelo (a) Com Resolução do Mérito - Provimento, em relação ao recurso de EDNELDA SOARES PENHA, julgar pelo (a) Com Resolução do Mérito - Não-Provimento nos exatos termos do voto. O julgamento foi presidido pelo (a) Juiz (a) Fernanda Bernert Michelin, com voto, e dele participaram os Juízes Michela Vechi Saviato (relator) e Fernando Augusto Fabrício De Melo. 18 de Maio de 2017 Michela Vechi Saviato Juiz (a) relator (a)